
Conto erótico: O alemão e a noite em São Paulo

O bar estava quase vazio quando ele entrou. Alto, loiro, aquele sotaque alemão que fazia meu nome soar como uma canção. Eu já o tinha visto antes, sempre sozinho, sempre com um livro ou um caderno de anotações. Mas naquela noite, seus olhos me encontraram e não desgrudaram mais.
— Você sempre fica até tarde, Clara? — perguntou, sentando-se ao meu lado, o cheiro de colônia masculina e café fresco invadindo meu espaço.
— Só quando tenho um bom motivo — respondi, girando o copo entre os dedos, sentindo o calor subir pelas minhas bochechas.
Ele sorriu, um sorriso lento, que prometia coisas que eu só imaginava nos meus momentos mais íntimos.
— E hoje você tem um?
Não respondi. Não precisava. Meus olhos já tinham dado a resposta.
O apartamento dele ficava a duas quadras dali. Subimos as escadas em silêncio, mas cada passo era carregado de uma tensão que me deixava úmida. A porta mal tinha fechado quando suas mãos estavam em mim, puxando meu corpo contra o dele. Seu beijo não era suave. Era urgente, faminto, como se estivesse esperando por aquele momento há semanas.
— Você é ainda mais linda de perto — sussurrou, os lábios descendo pelo meu pescoço, as mãos explorando minhas curvas por cima do vestido.
Eu não conseguia pensar. Só conseguia sentir. O toque dele era firme, seguro, como se soubesse exatamente onde me tocar para me deixar louca. Meu corpo reagia a cada carícia, cada palavra sussurrada naquele sotaque que me fazia tremer.
— Eu quero ouvir você gemer em alemão — falei, as mãos tremendo enquanto desabotoava a camisa dele, sentindo a pele quente e musculosa debaixo dos meus dedos.
Ele riu, um som baixo e rouco, enquanto me empurrava contra a parede.
— Ich werde dich so hart ficken, dass du nie wieder einen anderen Mann willst — disse, a voz grossa, os olhos escuros de desejo.
Não entendi todas as palavras. Mas o significado era claro.
Conto erótico: O cowboy e a noite no sertãoO vestido caiu no chão. Suas mãos exploraram meu corpo como se fosse a primeira vez, mas com a confiança de quem já sabia cada curva, cada ponto sensível. Quando seus dedos deslizaram entre minhas pernas, eu já estava molhada, pronta, implorando sem palavras.
— Du bist so nass für mich — sussurrou, a boca quente no meu ouvido, enquanto os dedos trabalhavam, me levando ao limite.
Não aguentava mais. Precisava dele. Precisava sentir tudo.
— Bitte — foi tudo que consegui dizer, a palavra saindo como um gemido.
Ele não me fez esperar. Com um movimento rápido, me levantou, minhas pernas envolvendo sua cintura, enquanto me pressionava contra a parede. A primeira investida foi profunda, intensa, como se quisesse marcar território. Eu gritei, as unhas afundando em seus ombros, o corpo tremendo com a mistura de dor e prazer.
Cada movimento era calculado, cada gemido meu respondido com um rosnado dele. O alemão não era gentil. Era possessivo. Dominador. E eu amava cada segundo.
Quando cheguei ao clímax, foi com o nome dele nos lábios, o corpo tremendo, as ondas de prazer me deixando sem ar. Ele não parou. Continuou, cada investida mais profunda, até que também se deixou levar, com um gemido gutural, o corpo tenso contra o meu.
Caímos na cama, suados, ofegantes, os corpos ainda colados.
— Acho que você me arruinou para qualquer outro homem — falei, a voz trêmula, enquanto seus dedos desenhavam círculos lentos nas minhas costas.
Ele sorriu, aquele sorriso malicioso de novo.
— Das war die Idee.
E eu soube que ele tinha razão.
Conto erótico enviado por Suellen Gomes.
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Conto erótico: Ele disse que era o capetinha do futebol, mas era bola fora na camaEspero que tenha curtido o conteúdo sobre:
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