Conto erótico: Laços de confiança no fetiche

Conto erótico: Laços de confiança no fetiche

O ar no apartamento estava pesado, prometendo a tempestade que se acumulava lá fora. Eu me arrastei no sofá, exausta da semana, mas uma inquietação percorria meu corpo. Um desejo sutil, mas insistente, que eu sabia exatamente como acalmar. Foi quando a mensagem dele chegou, vibrando no celular sobre meu peito.

“Estou a caminho. Está pronta?”

Um calafrio percorreu minha espinha. A resposta foi automática, meu corpo reagindo antes mesmo que minha mente pudesse formar as palavras.

“Sim. A porta vai estar aberta.”

Levantei-me, movendo-me com uma intenção que transformou o cansaço em antecipação. No quarto, abri a gaveta de baixo do criado-mudo. Lá, repousando sobre veludo, estava uma coleira de couro preto, simples, com uma argola de metal polido. Minhas mãos tremeram ligeiramente ao pegá-la. A sensação do couro liso e frio contra meus dedos era um prenúncio do que estava por vir.

Coloquei-a sobre a mesa de centro na sala, um único objeto em meio ao vazio clean do ambiente. Era o centro, o ponto focal da noite. Então, fui até a porta e destranquei-a, deixando-a entreaberta. Um ato de fé. Um convite.

Meu coração batia forte contra as costelas enquanto esperava, de pé no meio da sala, vestindo apenas um roupão de seda que sabia não ficar fechado por muito tempo. Cada minuto era uma agonia deliciosa. Os sons da cidade lá fora – o ruído distante do trânsito, o primeiro trovão pareciam amplificados. Meus sentidos estavam à flor da pele.

Então, ouvi. O som quase imperceptível da porta se abrindo. Um passo firme no hall de entrada. A respiração travou em meu peito.

Ele entrou na sala. Marco. Seus olhos escuros encontraram os meus imediatamente, e um leve sorriso curvo apareceu em seus lábios. Ele vestia jeans e uma camisa preta, as mangas arregaçadas até os cotovelos, revelando os antebraços fortes. Ele cheirava a vento e a chuva iminente.

Sem dizer uma palavra, seus olhos percorreram meu corpo, do rosto aos pés descalços, e então pousaram na coleira sobre a mesa. A tensão era palpável, um fio esticado entre nós, prestes a arrebentar.

“Linda,” sua voz era um baixo rouco, carregado de autoridade, mas também de uma ternura que só eu conhecia.

Ele se aproximou, seus passos lentos e deliberados no carpete. Parou diante de mim, tão perto que eu podia sentir o calor emanando de seu corpo. Sua mão levantou e ele passou as costas dos dedos pela minha bochecha, um toque suave que contrastava com a intensidade em seus olhos.

“Você sabe o que quer esta noite?” ele perguntou, sua voz um sussurro contra minha pele.

Eu balancei a cabeça, sentindo um rubor subir pelo meu pescoço. “Sim.”

“Me diga.”

“Quero me entregar,” minha voz saiu mais ofegante do que eu pretendia. “Quero que você tome as rédeas.”

Seus olhos brilharam de aprovação. Ele se virou e caminhou até a mesa, pegando a coleira. O couro parecia diferente em suas mãos. Deixou de ser um objeto e se tornou uma extensão de sua vontade. Ele voltou para mim.

“Ajoelhe-se.”

A ordem, dada com calma, fez minhas pernas tremerem. Eu desci, me ajoelhando no carpete macio, minhas mãos repousando sobre as coxas. Ele ficou na minha frente, um pilar de força. Eu olhava para a fivela de sua calça, minha respiração acelerada.

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Ele se ajoelhou também, ficando na minha altura. Segurou a coleira à minha frente.

“Por último,” ele sussurrou, seu hálito quente no meu rosto. “Há uma palavra. Sempre.”

“Vermelho,” eu respirei, recitando nosso mantra de segurança, o alicerce sobre o qual toda nossa confiança era construída.

Ele assentou, um gesto solene. “Vermelho.”

Então, com movimentos lentos e deliberados, ele envolveu a coleira em volta do meu pescoço. O couro era frio por um instante, mas logo absorveu o calor da minha pele. A fivela fechou com um clique suave, decisivo. O peso era mínimo, mas a sensação, avassaladora. Era um símbolo. De posse. De entrega. De uma permissão que me excitava até o âmago.

Sua mão segurou a argola, puxando com uma pressão gentil, mas inegável, forçando meu olhar a encontrar o dele.

“Minha,” ele declarou, e aquela única palavra fez um tremor de puro desejo percorrer todo o meu corpo.

A partir daí, o mundo se estreitou às suas mãos, à sua boca, à sua voz. Ele me levantou e me levou para o quarto, a luz do crepúsculo iluminando nossos corpos. Cada toque era uma afirmação de seu controle. Suas mãos exploraram minha pele, não com urgência, mas com a certeza de quem conhece cada centímetro do território. Sua boca encontrou a minha em um beijo profundo, devorador, e eu me entreguei a ele, minhas mãos amarradas simbolicamente pela coleira, mas minha vontade presa por algo muito mais forte.

Ele me fez deitar de bruços na cama, e suas mãos massagearam minhas costas, meus ombros, descendo até as nádegas. Cada movimento era calculado para construir o fogo dentro de mim. Eu gemi no lençol, meu corpo arqueando sob seu toque.

“Por favor,” eu supliquei, minha voz abafada.

“Por favor, o quê?” ele perguntou, parando o movimento.

“Por favor, não pare.”

Ele deu um leve puxão na coleira, e o ato, combinado com suas palavras, me levou à beira do êxtase.

“Você é tão linda assim, toda entregue a mim,” ele sussurrou no meu ouvido, antes de sua mão deslizar entre minhas pernas, encontrando meu centro encharcado.

Foi a centelha. Seus dedos habilidosos trabalharam em mim, seu corpo pesando sobre o meu, a sensação do couro contra minha nuca a cada movimento. Eu estava completamente imersa, perdida na sensação, na submissão, na pura e crua fisicalidade daquele momento. A tempestade finalmente quebrou lá fora, a chuva batendo contra a janela, acompanhando o ritmo frenético dos nossos corpos.

Quando a culminação veio, foi uma onda que me arrancou de mim mesma. Gritei seu nome, meu corpo tremendo incontrolavelmente sob o dele, meus dedos se enterrando nos lençóis. Ele me segurou enquanto eu viajava, sua presença uma âncora no turbilhão de sensações.

Ele desceu ao meu lado, seu corpo suado colado ao meu. Sua mão, agora incrivelmente gentil, acariciou meu rosto enquanto ele desfazia a fivela da coleira. O alívio do peso foi tão significativo quanto tê-lo colocado. Ele a colocou de lado e me puxou para um abraço, meu corpo se moldando ao dele.

“Está bem?” ele perguntou, seu rosto enterrado no meu cabelo.

“Perfeita,” eu murmurei, minha voz rouca. A tempestade dentro de mim havia passado, deixando para trás uma calma profunda e radiante. A coleira estava sobre a mesa de cabeceira, um objeto novamente. Mas o que ela representava a confiança, o desejo, a entrega ainda pulsava quente em meu sangue, um laço mais forte que qualquer couro.

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Fonte: conto erótico enviado por Luana.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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