
Conto erótico: Encontro proibido andrógino

Eu sempre fui atraída por mistérios. Aos 25 anos, trabalhando em uma galeria de arte em São Paulo, via corpos e formas que desafiavam rótulos.
Foi lá que conheci Alex, uma figura andrógina que me deixou sem fôlego. Alex tinha 28 anos, cabelo curto e bagunçado, traços finos que podiam ser de homem ou mulher, dependendo da luz. Vestia roupas soltas, jeans rasgados e uma camisa que revelava ombros definidos, mas suaves. Seus olhos cinza me perfuravam, prometendo segredos.
Naquela noite de vernissage, o ar estava carregado de cheiro de vinho e tinta fresca. Eu circulava entre as telas abstratas, sentindo o burburinho da multidão. Alex se aproximou, segurando uma taça, e sorriu de lado. "Gostei dessa peça", disse, apontando para um quadro de formas fluidas. Sua voz era grave, mas melodiosa, como um sussurro que ecoava no meu peito.
Conversamos por horas. Rimos de artistas pretensiosos, trocamos olhares que faziam minha pele arrepiar. Havia uma tensão elétrica no ar, como se nossos corpos soubessem o que viria antes das palavras.
"Quer sair daqui?", perguntei, minha voz rouca de desejo. Alex assentiu, os lábios se curvando em um sorriso provocante.
Fomos para o meu apartamento, um loft pequeno no centro, iluminado por luzes neon da rua. No elevador, o silêncio era palpável. Nossos ombros se tocaram, e senti um calor subindo pela minha espinha. Quando a porta se fechou atrás de nós, Alex me puxou para perto, as mãos firmes na minha cintura. "Você me intriga", murmurou, o hálito quente no meu pescoço.
Beijei Alex primeiro, um beijo faminto, explorando aqueles lábios macios e cheios. Suas mãos subiram pelas minhas costas, desabotoando minha blusa devagar, como se saboreasse cada centímetro de pele revelada. Meu corpo reagiu instantaneamente, um formigamento se espalhando do meu ventre para as coxas.
Tirei sua camisa, revelando um torso liso, músculos sutis que se contraíam ao meu toque. Não havia curvas ou protuberâncias definidas; era uma tela em branco, perfeita para o desejo.
Conto erótico: Paixão escondida na noiteCaímos no sofá, eu por cima, sentindo o peso do seu corpo contra o meu. Minhas mãos exploraram seu peito, descendo para a calça, onde senti o calor pulsante. "Me toque", Alex pediu, voz baixa e urgente. Desci devagar, sentindo a umidade e a rigidez misturadas, uma ambiguidade que me excitava ainda mais.
Meu coração batia forte enquanto eu o massageava, ouvindo gemidos suaves que ecoavam no quarto.
Alex virou o jogo, me deitando de costas. Seus dedos traçaram linhas no meu abdômen, descendo para as minhas pernas. Senti sua boca me explorando, língua dançando em círculos, enviando ondas de prazer que me faziam arquear as costas. Meus dedos se entrelaçaram no seu cabelo, puxando levemente enquanto o êxtase crescia.
Não demorou para eu implorar por mais. Alex se posicionou entre minhas pernas, nossos corpos se encaixando perfeitamente. Entramos em um ritmo lento no início, cada movimento deliberado, construindo a tensão. Senti cada centímetro, o atrito delicioso que me fazia ofegar. "Mais rápido", pedi, e
Alex obedeceu, acelerando, nossos quadris colidindo em um frenesi. O suor escorria pela nossa pele, misturando-se ao cheiro de desejo cru.
Clímax veio como uma explosão, eu primeiro, tremendo em seus braços, seguida por Alex, que gemeu meu nome com voz entrecortada. Ficamos ali, ofegantes, corpos entrelaçados, o silêncio pós-orgasmo nos envolvendo como um cobertor quente.
Naquela noite, descobri que o desejo não precisa de rótulos. Era puro, intenso, real.
Conto erótico enviado por Jordan.
Conto erótico: Paixão escondida na noite
Conto erótico: Triângulo de paixão poliamorosoEspero que tenha curtido o conteúdo sobre:
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