Conto erótico: A presa que virou a caçadora

Conto erótico: A presa que virou a caçadora

O bar estava cheio, uma massa de corpos e ruídos que me fazia sentir invisível. Foi então que o vi. Sentado sozinho no balcão, ele me observava com um ar de confiança que beirava a arrogância. Um predador noturno, caçando sua presa. Eu soube, naquele instante, que eu era o alvo.

Ele se aproximou, colocando-se ao meu lado com uma naturalidade irritante. "Você parece uma pessoa interessante", disse ele, a voz um barítono baixo e sedutor. "Deixe-me comprar uma bebida."

Eu ri, um som seco e sem graça. "Acha que um drink é o suficiente para me conquistar?"

Ele sorriu, um brilho de desafio nos olhos. "Acho que sou o suficiente."

O jogo começou. As palavras fluíram, uma dança de provocações e elogios velados. Ele era bom, muito bom. Descrevia suas conquistas como um general descreve batalhas vencidas, cada vitória um testemunho de seu poder e charme. Ele falava de mulheres como se fossem troféus, colecionadas em uma estante de ego.

"Sabe", ele sussurrou, inclinando-se perto demais, "quando eu quero alguém, eu sempre consigo. É uma questão de... persistência."

Seu hálito, misturado ao uísque, era quente contra meu pescoço. Sua mão repousou casualmente na minha coxa, o polegar esfregando um círculo lento e possessivo na minha pele. Meu corpo reagiu com um arrepio, uma traição involuntária que ele interpretou como um sinal de vitória.

"Viu?", ele murmurou, o sorriso se alargando. "Você já é minha."

Foi aí que a maré virou. O desejo que ele via em meus olhos não era por ele, mas pela emoção da caça. E eu decidi que não seria a presa.

Coloquei minha mão sobre a dele, interrompendo seu movimento. "Você está enganado", disse eu, minha voz baixa e firme. "Você acha que está no controle, mas não está."

Ele piscou, a confiança vacilando pela primeira vez. "O que você quer dizer com isso?"

Sem responder, me levantei. Peguei a chave do meu quarto que estava no bolso e a coloquei na palma da mão dele. "Meu quarto é o 304. Tenho cinco minutos para decidir se vale a pena subir."

Virei as costas e caminhei para o elevador, sem olhar para trás. O poder estava nas minhas mãos agora. A incerteza, a antecipação, eram dele.

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Quatro minutos e cinquenta segundos depois, uma batida forte soou na porta. Eu a abri, vestida apenas num roupão de seda. Seus olhos me devoraram, a fome nele agora palpável e desesperada.

"Você venceu", ele disse, a voz rouca.

"Não", eu corrigi, puxando-o para dentro e trancando a porta. "Nós começamos."

Eu o empurrei contra a porta, meus lábios se unindo aos dele com uma força que o pegou de surpresa. O beijo era selvagem, uma batalha de domínio que eu estava determinada a vencer. Minhas mãos deslizaram pelo seu corpo, sentindo os músculos se contraírem sob meu toque.

Desfiz o cinto dele, a fivela metálica batendo no chão com um som alto e decisivo. Ele tentou me dominar, virar-nos, mas eu o detive, colocando uma mão no peito dele.

"Não hoje", eu sussurrei contra a boca dele. "Hoje eu mando."

Ajoelhei-me na frente dele, meus olhos nunca saindo dos dele. O poder daquele momento era intoxicante. Eu o estava possuindo, invertendo o jogo que ele pensava ter inventado. Cada movimento meu era deliberado, calculado para levá-lo ao limite do controle.

Quando finalmente o levei para a cama, ele já não era mais o predador arrogante do bar. Era um homem à mercê do seu próprio desejo, um desejo que eu agora controlava. Montei sobre ele, tomando o que queria, definindo o ritmo, a profundidade, a intensidade.

Seus gemidos eram a minha música, sua submissão, o meu prêmio. Eu o levei à beira do abismo várias vezes, negando-lhe a libertação até que ele sussurrasse meu nome como uma prece.

No final, quando ele finalmente se entregou, foi com um grito de rendição que soou mais alto do que qualquer vitória que ele já tivesse celebrado. Deitei ao lado dele, o coração batendo forte, a sensação de poder mais doce que qualquer vinho.

Ele me olhou, os olhos cheios de uma nova espécie de respeito, de admiração.

"Eu estava errado", ele admitiu, a voz quase inaudível. "Eu achei que não daria para você."

Eu sorri, um sorriso genuíno e satisfeito. "Agora você sabe."

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Conto erótico enviado por Beatriz cuzinho doce.

Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
Conto erótico: A presa que virou a caçadora
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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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