Conto erótico: A marca do estrangeiro

Conto erótico: A marca do estrangeiro

O bar estava saturado com o ruído de vozes e o som abafado de um jazz. Era meu refúgio, um lugar para desaparecer após uma semana extenuante. Foi então que eu o vi. Sentado sozinho no canto, ele era um contraste gritante com a multidão.

Cabelos escuros e desalinhados, olhos claros e penetrantes que pareciam scanear a alma da sala. Quando seu olhar encontrou o meu, foi como um choque físico. Ele não sorriu, apenas manteve o contato, um convite silencioso e ousado.

Segurei minha taça de whisky com mais força, sentindo o vidro gelado contra minha pele aquecida. Coragem, ou talvez apenas desejo puro, me fez levantar e caminhar em sua direção. O barulho ao meu redor pareceu diminuir para um zumbido distante.

“Posso?” perguntei, puxando a cadeira oposta a ele.

Ele inclinou a cabeça, um movimento quase imperceptível. “Eu esperava que você viesse.”

Sua voz era um baixo aveludado, com um sotaque que não consegui identificar. Ela me percorreu como um toque físico. Sentamos em silêncio por um momento, e o ar entre nós ficou carregado, elétrico. Ele estendeu a mão sobre a mesa, não para um aperto de mão, mas com a palma para cima, um convite.

Coloquei minha mão na dele, e o contato foi uma centelha instantânea. Sua pele era áspera, marcada por calos, e o calor que emanava era quase febril.

“Vamos sair daqui,” ele propôs, sua voz um sussurro rouco que chegou diretamente ao meu centro.

Eu apenas balancei a cabeça, meu coração batendo forte no peito. Não trocamos mais palavras. Segui-o para fora, para o ar noturno frio que contrastava violentamente com o fogo que ele acendera em mim.

Sua mão encontrou a minha de novo, e seus dedos se entrelaçaram nos meus com uma posse que fez meu estômago embrulhar.

O quarto de hotel dele era minimalista e impessoal, mas mal entramos quando a atmosfera explodiu em intensidade. A porta mal havia fechado quando ele me puxou contra ele. Seu corpo era sólido, uma muralha de músculo contra a minha forma suave. Ele enterrou o rosto no meu pescoço, inalando profundamente.

Você cheira a tentação,” ele rosnou contra minha pele, seus lábios traçando uma linha de fogo até meu ouvido.

Minhas mãos agarravam seus ombros, sentindo o poder contido neles. Ele deslizou as mãos por minhas costas, achando o zíper do meu vestido. O tecido caiu aos meus pés em um sussurro, e seu olhar intenso percorreu meu corpo exposto, fazendo-me sentir completamente nua e devorada antes mesmo de me tocar.

“Na cama,” ele ordenou, sua voz uma vibração gutural.

Deitei-me sobre os lençóis frescos, observando-o enquanto ele se despia. Cada músculo era definido, uma escultura de carne e desejo. Quando ele se ajoelhou na cama, a luz da cidade iluminou as cicatrizes em seu torso, histórias que eu ansiava para ouvir.

Ele se moveu sobre mim, sua perna se inserindo entre as minhas, abrindo-me para ele.

“Eu preciso te provar,” ele sussurrou, e então sua boca encontrou a minha em um beijo que foi tudo menos gentil. Era uma reivindicação, uma exploração selvagem e úmida. Minhas pernas se enrolaram em torno de seus quadris, puxando-o mais perto, sentindo a rigidez dele pressionando contra minha carne úmida.

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Ele desceu, sua boca deixando um rastro de fogo em minha pele. Quando sua língua encontrou meu clitóris, eu arquei contra o travesseiro, um gemido sufocado escapando de meus lábios. Ele era habilidoso, meticuloso, alternando entre sucções suaves e pressão firme, me levando à beira do abismo rapidamente.

“Por favor,” eu supliquei, minhas mãos se enterrando em seus cabelos.

Ele subiu, seus olhos queimando com um fogo que correspondia ao meu. Ele segurou seu membro, grande e pulsante, e esfregou a cabeça inchada em minha entrada, ensopando-a na minha umidade.

“Me olhe,” ele ordenou.

Eu abri os olhos, encontrando os dele. E então, com um único e profundo empurrão, ele me preencheu completamente. Um grito abafado escapou de nós dois. Ele encaixou perfeitamente, esticando-me, preenchendo cada espaço vazio. Ele parou, permitindo que eu me adaptasse à sua invasão gloriosa.

Então, ele começou a se mover. Eram estocadas longas e lentas, cada uma mais profunda que a anterior. Cada embate acertava em um ponto dentro de mim que fazia estrelas explodirem atrás das minhas pálpebras.

O som de nossa pele se encontrando encheu o quarto, uma batida úmida e sensual de puro prazer. Suas mãos seguraram meus quadris, erguendo-me para encontrar cada um de seus movimentos.

“Você é tão apertada,” ele rosnou, seu rosto contorcido em êxtase. “Tão quente para mim.”

Eu não conseguia formar palavras, apenas gemidos e suspiros. Minhas unhas marcaram suas costas, minhas pernas puxando-o mais fundo a cada investida. O calor se acumulou na minha barriga, uma pressão crescente e incontrolável.

Ele sentiu, aumentando o ritmo, suas estocadas se tornando mais rápidas, mais ferozes.

“Vem comigo,” ele ordenou, sua voz áspera.

Foi o comando que eu precisava. A onda quebrou, violentamente, fazendo meu corpo tremer e contrair em torno dele em ondas intermináveis de prazer. Um rugido gutural escapou dele enquanto ele também atingia o clímax, sua própria liberação um jato quente dentro de mim, prolongando minha agonia celestial.

Ele desabou sobre mim, seu peso uma âncora deliciosa. Ficamos entrelaçados por um longo tempo, nossa respiração ofegante lentamente se acalmando. Ele finalmente se moveu, rolando para o lado, mas me puxando contra seu corpo suado. Seu braço estava firmemente em volta de mim, possessivo mesmo na calmaria.

Ele não disse “eu te amo”. Não eram palavras para uma noite como essa. Em vez disso, ele pegou minha mão e a pressionou contra o peito, sobre o coração que ainda batia furiosamente.

“Sente,” ele sussurrou. “Sente o que você fez.”

E eu senti. E sabia que nenhum outro toque jamais se compararia à marca que o estrangeiro deixou em mim.

Conto erótico enviado por Rafael tesudo.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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