
Conto erótico: A decisão que me fez arder no fetiche

O bar estava cheio, mas ele era um vazio no meio do turbilhão. Sentado sozinho, dedo circulando a borda do copo de uísque, olhos escuros fixos em nada. Eu, atrás do balcão, sentia o peso do meu anel de ouro como se fosse de chumbo.
Cinco anos de casamento com o Carlos me ensinaram o que era conforto, segurança, carinho. Mas não me ensinaram o que era isso: essa atração visceral, animal, que puxava meu umbigo em direção àquele estranho.
A noite tinha sido mais uma de silêncios. Carlos já dormia, exausto do trabalho. E eu, deitada ao seu lado, sentia um vazio crescente entre nós, um oceano de rotina onde o desejo havia se afogado. Levantei, vesti um vestido preto simples a única coisa que me fazia sentir viva naqueles dias e disse que ia buscar ar. Mentira. Eu ia buscar fogo.
A primeira vez que nossos olhos se encontraram, foi como um choque. Elétrico, perigoso. Ele não desviou o olhar. E eu, pela primeira vez em anos, também não. Servi sua bebida, meus dedos tremendo levemente ao passar o copo. Nosso toque foi breve, mas suficiente para acender uma fagulha na minha pele.
“Obrigado,” a voz dele era grave, um baixo que ecoou direto na minha base.
“De nada.” Minha resposta saiu um sussurro.
Foi assim por uma hora. Olhares que carregavam perguntas e respostas que nem eu mesma me atrevia a formular. Até que o bar esvaziou e eu me vi limpando o mesmo pedaço do balcão pela terceira vez. Ele se aproximou, o corpo grande e sólido bloqueando minha visão de tudo mais.
“Você não parece feliz,” ele disse, direto, sem rodeios. A audácia dele deveria ter me ofendido, mas em vez disso, me molhou.
“E você parece saber demais,” retruquei, segurando o fôlego.
“Sei o que é desejo. E sei ver quando alguém está morrendo de falta dele.”
A franqueza foi um soco no meu estômago. Expusera minha verdade mais suja, meu segredo mais íntimo, com uma frase. E eu, em vez de correr, senti um alívio imenso.
“Sim,” admiti, a palavra saindo como uma confissão. “Estou.”
“Eu posso ajudar com isso.”
Não houve mais palavras. Um aceno de cabeça, um acordo tácito e perigoso. Deixei o bar e ele me seguiu, mantendo uma distância discreta. O caminho até o motel foi um blur de néon e batidas aceleradas do meu coração. A culpa sussurrava no meu ouvido, mas a voz do desejo gritava mais alto.
Conto erótico: O grupo secreto do TelegramA porta do quarto se fechou e o mundo lá fora deixou de existir. Ele me encostou contra a madeira, seu corpo um muro quente contra o meu. As mãos dele, grandes e ásperas, subiram pelos meus lados, fazendo o tecido do vestido parecer uma barreira insuportável.
“Quero ouvir você gemer,” ele ordenou, a boca perto do meu pescoço, o hálito quente contra minha pele. “Quero saber cada som que eu consigo arrancar de você.”
E arrancou. Sua boca encontrou a minha com uma fome que me devorou. Não era um beijo de amor, era de posse, de pura necessidade. Suas mãos encontraram meus seios, os dedos apertando meus mamilos através do tecido, fazendo eu arquear e gemer, como ele pedira. Era tudo tão cru, tão real. Não havia carícias hesitantes, não havia medo. Havia apenas verdade.
Ele me levou para a cama, despindo-me devagar, como se desembrulhasse o presente que ele mesmo havia se dado. Seus olhos percorreram meu corpo nu, e o desejo neles era um elogio mais potente que qualquer palavra.
Quando sua boca desceu pelo meu ventre, passou pelos meus quadris e finalmente encontrou o meu centro, eu gritei. Sua língua era um instrumento de tortura divina, lenta e habilidosa, me levando à beira do abismo e me puxando de volta, de novo e de novo, até que eu suplicasse por mais, por tudo.
“Por favor,” eu gemi, minhas mãos enterradas em seus cabelos.
Ele subiu sobre mim, seus olhos negros queimando os meus. “Olha para mim,” ele ordenou. “Quero que você me veja quando entrar em você.”
E eu olhei. Quando ele me penetrou, foi uma explosão de sensações. A dor deliciosa de ser preenchida após tanto tempo vazia, o atrito perfeito, a profundidade. Cada movimento era uma descoberta, uma reafirmação de que eu era uma mulher, desejada, viva.
Ele me movia com uma força controlada, seus quadris encontrando os meus em um ritmo primal que fez a cama gemer e meu mundo desmoronar em puro prazer.
Gemidos, suor, pele contra pele. A tensão que construímos a noite toda explodiu em um clímax que arrancou um grito abafado do meu peito, um grito de libertação e de culpa, de prazer e de dor. Ele veio logo depois, um rugido abafado no meu pescoço, seu corpo tremendo contra o meu.
Ficamos deitados, o ar pesado com o cheiro do nosso sexo. A culpa começou a se arrastar de volta, lenta e inevitável. Eu sabia o que aquilo tinha sido: um remédio venenoso, um incêndio que eu mesma acendi para lembrar como era sentir calor.
Ele se levantou sem uma palavra, vestiu-se com a mesma eficiência com que me tinha feito. Na porta, ele olhou para trás uma última vez.
“Até nunca mais,” ele disse.
Eu só acenei, nua e exposta na cia desfeita, sentindo o ar frio sobre a pele quente. Eu não era mais a mesma. E, pela primeira vez em anos, eu me sentia completamente, terrivelmente, maravilhosamente viva.
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Conto erótico: O jogo dos sussurrosConto erótico enviado por Mariana.
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