Conto erótico: A chama proibida do verão

Conto erótico: A chama proibida do verão

O ar da tarde estava pesado, carregado pelo calor de julho e pelo perfume de jasmim que subia dos canteiros do jardim de Sofia. Eu observava-a através da minha janela, enquanto regava as suas orquídeas. O vestido de linho branco colava-se ao seu corpo, desenhando cada curva que eu já tinha imaginado mil vezes. Sofia, a mulher casada que vivia ao lado, era a minha obsessão silenciosa.

Os nossos olhares encontraram-se. Ela sorriu, um gesto tímido que não chegava aos olhos, mas que foi o suficiente para incendiar a minha coragem. Deixei a ferramenta na relva e atravessei a sebe que nos separava. "Precisa de ajuda?", perguntei, a minha voz mais rouca do que o previsto.

Ela hesitou, segurando o regador com ambas as mãos. "O meu marido está em viagem... e estas plantas são mais complicadas do que parecem." A sua explicação soou a desculpa, um convite disfarçado.

Enquanto eu lhe explicava os segredos da orquídea, os meus dedos roçaram os seus. A faísca elétrica que percorreu os nossos corpos foi inegável. O silêncio que se seguiu foi preenchido pela respiração ofegante de Sofia. "Entra", sussurrou ela, abandonando o regador no chão.

Dentro de casa, o ambiente era diferente. As cortinas semitransparentes filtravam a luz, criando uma atmosfera íntima e dourada. O perfume dela era mais intenso aqui, uma mistura de baunilha e algo inconfundivelmente seu. "Não devia fazer isto", disse ela, mas os seus olhos diziam o contrário.

Fui até ela, devagar, dando-lhe tempo para recuar. Ela não se moveu. Quando a minha mão tocou no seu rosto, ela fechou os olhos e inclinou a cabeça para trás, expondo o pescoço delicado. Os meus lábios encontraram os seus, primeiro com cuidado, depois com uma fome que eu tinha contido durante demasiado tempo.

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O beijo explodiu em paixão. As minhas mãos deslizaram pelas suas costas, sentindo a maciez do linho e o calor da sua pele por baixo. Os dedos de Sofia entrelaçaram-se no meu cabelo, puxando-me para mais perto. Cada toque era uma descoberta, cada beijo uma promessa.

Levei-a para o sofá, onde a luz do sol pintava padrões dourados no seu corpo. O vestido caiu facilmente, revelando lingerie preta que contrastava com a pele pálida. A admiração nos meus olhos deveu tê-la feito sentir poderosa, porque ela sorriu com confiança.

Os nossos corpos falaram uma língua que não precisava de palavras. A pele contra a pele, o sabor do seu pescoço, o som dos suspiros que se transformavam em gemidos. Cada movimento era uma exploração, um mergulho mais profundo no prazer que tínhamos negado a nós mesmos.

Sofia era uma chama, intensa e avassaladora. Ela guinou-me, mostrava-me o que a fazia perder o controlo, e eu segui cada indicação com dedicação. Quando finalmente nos entregamos um ao outro, o mundo exterior desapareceu. Só existíamos nós dois, unidos naquele momento proibido e perfeito.

Depois, enquanto o sol se punha, pintando o céu de laranja e roxo, ficamos em silêncio, os nossos corpos ainda entrelaçados. O peso do que tínhamos feito pairava no ar, mas não havia arrependimento nos seus olhos. Apenas uma compreensão silenciosa de que algumas chamas não podem ser apagadas.

Conto erótico enviado por: Rafael e Sofia.

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Conto erótico: A chama proibida do verão
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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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