Conto erótico: A centelha do ciúme

Conto erótico: A centelha do ciúme

A luz da varanda cortava a penumbra do quarto, iluminando apenas a curva do seu sorriso enquanto ela digitava no celular. Eu me apoiava na porta, observando. Marina estava radiante, de um jeito que eu não via há tempos.

O vestido vermelho, justo, parecia um segundo skin, e os olhos brilhavam com uma centelha secreta.

“Quem é que deixa você assim tão tarde?”, perguntei, minha voz mais rouca do que pretendia.

Ela ergueu o olhar, o sorriso não se apagou, apenas se tornou mais profundo, mais íntimo. “É o Ricardo. Lembra que te falei do projeto novo? Ele é o arquiteto.”

“O tal gênio que você tanto admira.”

“Exatamente.” Ela colocou o telefone de lado e se levantou, aproximando-se de mim com uma gingado que fez o tecido do vestido sussurrar contra suas coxas. “Ele é… intenso. O jeito que ele fala sobre espaços, sobre como as pessoas podem se conectar dentro deles… é eletrizante.”

Uma pontada aguda de ciúme, quente e familiar, atravessou meu peito. Não era um ciúme possessivo ou amargo. Era algo mais primitivo, uma combustão lenta e perversa na minha barriga. Eu sabia, pela forma como ela disse “eletrizante”, que não era só sobre arquitetura.

Minhas mãos encontraram sua cintura, puxando-a contra mim. Ela veio sem resistência, seu corpo quente e familiar se encaixando no meu.

“E o que mais é eletrizante nele, Marina?”, sussurrei contra seu pescoço, cheirando o perfume novo que ela usava. Mais ousado.

Ela arqueou o pescoço, um suspiro escapando de seus lábios. “A confiança. O jeito que ele me olha, como se visse tudo… e aprovasse.”

Aquilo me atingiu como um choque. Minha mão deslizou pelas suas costas, até a base da sua coluna, pressionando-a mais firmemente contra a minha crescente excitação. “E você gosta que ele te olhe assim?”

“Sim”, ela respondeu, sua voz um fio de seda e desafio. “Gosto de saber que ele imagina coisas. Coisas como as que você e eu fazemos.”

Era isso. Era a chave que destravava tudo em mim. A ideia de outro homem desejando-a, cobiçando o que era meu, mas com a permissão tácita dela e minha, era o afrodisíaco mais potente que existia. Não era sobre humilhação.

Era sobre poder compartilhado. Era sobre ver a mulher que eu amo incendiada pelo desejo alheio, e saber que toda aquela chama, no final, queimava para mim.

“Mostra para ele, então”, grunhi, levando a mão à lateral do seu seio, sentindo o mamilo duro mesmo através do tecido. “Mostra as mensagens. Diga o que estamos fazendo.”

Seus olhos se arregalaram, uma mistura de surpresa e pura luxúria. Ela pegou o celular com dedos trêmulos e digitou algo rápido, sua respiração acelerada. Eu não precisei ler. Eu via na dilatação das suas pupilas, no rubor que subia do decote.

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Então eu a levei para a cama. Não foi uma transição suave. Foi uma conquista urgente. Meus lábios encontraram os dela em um beber profundo e possessivo, enquanto minhas mãos puxavam o vestido vermelho para cima, expondo sua pele. Ela usava lingerie preta, rendada, outra coisa nova. Outra coisa para ele imaginar?

Ajoelhei-me entre suas pernas, afastando-as com meus joelhos. “Ele está imaginando isso?”, perguntei, minha voz um rosnado baixo enquanto meus dedos traçavam a linha da sua calcinha, sentindo a umidade que já a encharcava. “Está imaginando como você fica molhada por causa dele?”

“Sim…”, ela gemeu, seus quadris se erguendo em busca de contato. “Eu disse… eu disse para ele que estou deitada na nossa cama e que você está me comendo com os olhos.”

Um rugido surdo escapou da minha garganta. Rasguei a calcinha rendada e enterrei meu rosto nela, minha língua encontrando seu clitóris inchado e pulsante com uma sede que era tanto minha quanto, de alguma forma, emprestada.

O gosto dela era viciante, salgado e doce, e o som dos seus gemidos altos, sem vergonha, era a trilha sonora da minha possessividade.

Quando a senti tremer no meu primeiro orgasmo, não parei. Segurei seus quadris com força e a penetrei de uma vez, um movimento único e profundo que arrancou um grito gutural dela. O encaixe foi perfeito, uma fusão de suor e desejo.

Cada investida era uma afirmação. Cada gemido que eu arrancava dela era uma marca. Eu a possuía completamente, mas com a consciência aguda de que outro homem a desejava assim, louco por ter o que eu tinha.

E ela, minha esposa ardente e complacente, entregava-se a mim com uma intensidade renovada, alimentada pelo fogo duplo do desejo e da exibição.

“Ele ouve?”, eu arfava, meus quadris batendo contra os dela em um ritmo brutal e delicioso. “Ele ouve como você geme para mim?”

“Sim!”, ela gritou, seus dedos cavando nas minhas costas. “Oh, Deus, sim! Ele está ouvindo tudo!”

Foi o que me fez perder o controle. Com um último empurrão profundo, eu explodi dentro dela, meu próprio grito abafado no pescoço suado. Segurei-a com força, como se o mundo estivesse desmoronando ao nosso redor.

Ficamos deitados assim, ofegantes, nossos corpos colados. A tela do celular dela piscou suavemente na mesa de cabeceira. Uma nova mensagem.

Marina virou a cabeça, seu sorriso era languido, satisfeito e profundamente perverso. “Ele disse que nunca desejou alguém tanto na vida.”

E eu, olhando para aquela mulher incrivelmente desejada e completamente minha, senti o ciúme se transformar em uma chama de triunfo puro. Não era sobre dividir. Era sobre multiplicar.

Era sobre usar o desejo do mundo como combustível para o nosso próprio fogo privado. E, caramba, como queimávamos bem.

Conto erótico enviado por Luana fogo que não para.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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