
Conto erótico: O cowboy e a noite no sertão

A poeira vermelha ainda pairava no ar quando estacionei minha velha caminhonete à frente do rancho. O sol se punha atrás das montanhas distantes, pintando o céu com tons de laranja e roxo que pareciam sangrar um no outro. Fazia três dias viajando desde São Paulo, e cada quilômetro me afastava mais da vida que eu conhecia, mergulhando de cabeça em um mundo onde o tempo corria mais devagar.
— Boa noite, viajante — uma voz rouca soou atrás de mim.
Virei-me rápido, quase tropeçando nas próprias pernas. Parado no alpendre de madeira estava ele. Alto, com chapéu de couro curvado pelas intempéries, botas gastas e um sorriso que parecia guardar segredos do sertão. Seus olhos, castanhos como a terra seca, me avaliaram com uma curiosidade que me fez corar.
— Boa noite. Procuro por Dom Ricardo.
— Ele foi à cidade. Volta só amanhã. Pode esperar aqui. Tem café fresco dentro.
Eu hesitei. Minha intenção era apenas entregar os documentos, passar a noite no hotel mais próximo e seguir viagem ao amanhecer. Mas algo em seu olhar me prendeu no lugar. Uma mistura de desafio e convite que eu não conseguia ignorar.
— Obrigado. Aceito um café.
O interior da casa era simples, mas aconchegante. O cheiro de madeira e café recém-passado enchia o ar. Ele se apresentou como Rafael, o vaqueiro que cuidava do gado de Dom Ricardo. Enquanto servia o café, suas mãos fortes e calejadas tremiam ligeiramente, ou talvez fosse apenas a dança da luz da lamparina sobre sua pele.
— De tão longe vem? — perguntou, sentando-se na cadeira oposta à minha.
— De São Paulo. Trabalho com advocacia. Vim entregar uns papéis para Dom Ricardo.
Ele arqueou uma sobrancelha, um sorriso cínico surgindo em seus lábios.
— Advogada no sertão? Que bicho será esse?
Não consegui evitar o riso. Havia algo em sua franqueza que me desarmava.
— Todos precisamos de advogados, até no meio do nada.
A conversa fluiu naturalmente entre goles de café amargo e histórias de vidas tão diferentes que pareciam pertencer a mundos distintos. Ele falava do gado, das secas, das noites passadas sob as estrelas. Eu mencionava o trânsito de São Paulo, os prédios, a correria constante. E aos poucos, a distância entre nós diminuía, substituída por uma curiosidade mútua.
A noite caiu rápido no sertão. Quando percebi, a escuridão era quase total, quebrada apenas pelo luar que entrava pelas janelas e pelo crepitar da lareira que Rafael acendera.
— Melhor você ficar aqui tonight — disse ele, sua voz mais baixa agora. — Não há hotel por perto, e estradas à noite nestas bandas... bem, não são para forasteiros.
Meu coração deu um pulo. Sabia que era a decisão sensata, mas outra parte de mim, mais impulsiva e curiosa, ansiava por essa aventura inesperada.
— Não quero incomodar.
— Incomodar? — ele riu, um som profundo que vibrou no peito. — Faz tempo que não tenho uma conversa tão interessante. Fica. Tem um quarto de hóspedes.
Os cômodos eram poucos e simples. Ele me levou até um pequeno quarto no final do corredor, com uma cama de madeira rústica e uma janela que dava para o sertão infinito.
— Banheiro é ali no fim — indicou. — Se precisar de qualquer coisa, meu quarto é o primeiro à esquerda.
Quando ele se virou para sair, nossa mãos se esbarraram acidentalmente. Uma faísca elétrica percorreu meu braço, e vi em seus olhos que ele sentira o mesmo. Nenhuma de nós se moveu por um momento que pareceu uma eternidade.
— Boa noite, Rafael — consegui sussurrar.
Conto erótico: As histórias gays que vão te prender até o amanhecer— Boa noite, advogada.
Deitei na cama, mas o sono não vinha. O silêncio do sertão era diferente do silêncio da cidade. Era um silêncio vivo, cheio de sons sutis: o farfalhar das folhas ao vento, o coaxar distante de sapos, o uivo de um lão muito longe. E acima de tudo, o som de minha própria respiração ofegante.
Levantei-me e fui até a janela. A lua cheia banhava a paisagem árida com uma luz prateada, tornando-a quase mágica. E lá fora, sentado nos degraus do alpendre, estava Rafael. Ele fumava lentamente, seu perfil destacado contra o céu estrelado.
Sem pensar bem, vesti o roupão que encontrara sobre a cama e saí do quarto. Ele se virou quando ouviu meus passos, e seus olhos se arregalaram ao me ver.
— Não consegue dormir?
— Não. E você?
— Raramente durmo bem nas noites de lua cheia. Dizem que é quando os espíritos andam soltos.
Sentei-me ao seu lado, mantendo uma pequena distância. O ar noturno estava fresco contra minha pele, e o cheiro de seu fumo misturava-se ao aroma da terra úmida.
— Acredita em espíritos, Rafael?
Ele deu uma tragada longa antes de responder, exalando a fumaça lentamente.
— Acredito em coisas que não consigo explicar. Como uma advogada de São Paulo aparecendo no meio do meu sertão.
Seus olhos encontraram os meus, e desta vez não havia ironia em seu olhar, apenas algo mais profundo, mais intenso. Senti um calor espalhar-se pelo meu corpo, uma resposta involuntária àquele olhar.
— Talvez eu estivesse procurando algo que não sabia o que era.
Ele se aproximou lentamente, como se temesse me assustar. Sua mão encontrou a minha, e seus dedos se entrelaçaram com os meus.
— E encontrou?
A pergunta pairou no ar entre nós, carregada de promessas e perigos. Eu não respondi com palavras. Em vez disso, inclinei-me e meus lábios se encontraram. Seu beijo era surpreendentemente suave, hesitante no início, depois mais firme, mais exigente. Suas mãos subiram pelas minhas costas, puxando-me para mais perto, até que não houvesse mais espaço entre nós.
A noite estava quente, mas o calor que emanávamos um do outro era mais intenso. Suas mãos exploravam meu corpo com uma mistura de reverência e desejo que me fazia tremer. Cada toque era uma descoberta, cada beijo uma promessa.
— Devíamos ir para dentro — sussurrei contra seus lábios.
Ele apenas balançou a cabeça, seus olhos brilhando sob o luar.
— Não. Aqui. Sob as estrelas.
Com movimentos lentos, ele desfez o nó do meu roupão, deixando-o cair aos meus pés. A lua banhava minha pele nua, e vi em seus olhos um apreciação que me fez sentir mais desejada do que jamais estivera. Ele se levantou e estendeu a mão.
— Venha.
Segui-o até um gramado atrás da casa, onde o luar criava sombras dançantes no chão. Ali, sob o céu vasto do sertão, ele me deitou com uma delicadeza que contrastava com a força de suas mãos. Seus lábios percorreram meu corpo, despertando sensações que eu não sabia que existiam. Cada beijo, cada toque era uma exploração, uma descoberta mútua.
O tempo perdeu o sentido. Não havia mais advogada e vaqueiro, não havia mais São Paulo ou sertão. Havia apenas nós, sob o luar, unidos por um desejo tão antigo quanto as estrelas que nos observavam. Quando finalmente nos juntamos, foi como se duas metades separadas por toda uma vida finalmente encontrassem seu lugar.
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Conto erótico: O dia da masturbação com os pésConteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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