
Conto erótico: O conto gay mais quente que você vai encontrar

A livraria sempre cheirava a papel velho e café recém-feito. Era um refúgio, um lugar onde o tempo parecia parar entre as prateleiras repletas de histórias. Claudio, o dono, organizava os livros com uma paciência que só quem ama o silêncio entende. A luz da tarde entrava pela janela, desenhando sombras longas nos móveis de madeira escura. Tudo ali era previsível, até que ele entrou.
Era um homem alto, de cabelos castanhos levemente desarrumados, como se o vento da rua tivesse brincado com eles. Vestia uma camisa branca que se ajustava aos ombros largos, e carregava um caderno de couro na mão. Seus olhos, de um verde profundo, varreram o ambiente com uma curiosidade que não passava despercebida. Claudio sentiu algo estremecer dentro de si, uma faísca que não soube nomear de imediato.
— Procura algo em especial? — perguntou Claudio, a voz mais firme do que ele próprio esperava.
— Um livro — respondeu o estranho, aproximando-se do balcão. — Algo que me faça esquecer o mundo lá fora.
A resposta foi simples, mas a forma como foi dita, com um sorriso leve e um tom de voz suave, fez com que Claudio sentisse o peso de cada palavra. Havia algo ali, uma promessa não dita, um convite velado. Ele notou como os dedos do homem brincavam com a capa do caderno, como se estivessem ansiosos para tocar algo mais.
— Acho que tenho algumas sugestões — disse Claudio, guiando-o até a seção de clássicos. — Depende do tipo de esquecimento que você busca.
O homem, que se apresentou como Daniel, seguiu-o de perto. tão perto que Claudio pôde sentir o calor do corpo dele, como se o ar entre eles tivesse se tornado mais denso. A cada passo, seus braços roçavam, e a cada roçar, uma corrente elétrica parecia percorrer a pele de Claudio. Ele tentava se concentrar nos livros, mas sua atenção era puxada para o cheiro de Daniel: uma mistura de sabonete cítrico e algo mais, algo que era só dele.
— E este? — Daniel apontou para um exemplar de O Retrato de Dorian Gray, seus dedos roçando os de Claudio ao segurar o livro.
— Um clássico — respondeu Claudio, a voz um pouco rouca. — Fala sobre desejo, vaidade... e as consequências de ceder a eles.
Daniel sorriu, um sorriso que parecia saber de segredos que Claudio ainda não havia desvendado.
Conto erótico: Noite dos pecadores— Parece interessante. Mas acho que prefiro algo mais... imediato.
A frase pairou no ar, carregada de significado. Claudio engoliu em seco, sentindo o coração acelerar. Ele não era de jogar com palavras, mas ali, naquele momento, sentia que cada sílaba era um passo em um jogo que não conhecia as regras, mas do qual não queria fugir.
— Acho que entendo — murmurou Claudio, os olhos fixos nos de Daniel. — Às vezes, a gente precisa de algo que queime mais rápido.
Daniel não respondeu com palavras. Em vez disso, deu um passo à frente, encurtando a distância entre eles. Agora, Claudio podia ver os fios dourados nos olhos verdes, as sombras que o sol da tarde desenhava em seu rosto. O ar entre eles parecia vibrar, como se o mundo inteiro tivesse se reduzido àquele espaço mínimo que os separava.
— E se a gente parasse de procurar? — Daniel sussurrou, sua mão escorregando do livro para o antebraço de Claudio. O toque foi leve, mas queimou como fogo.
Claudio não recuou. Não quis. Em vez disso, deixou que a mão de Daniel subisse, devagar, como se testasse os limites de um território desconhecido. Cada centímetro era uma pergunta, cada segundo uma resposta. E quando os dedos de Daniel finalmente alcançaram seu ombro, Claudio soube que não haveria mais volta.
— Acho que já encontrei o que procurava — disse Claudio, a voz quase um suspiro.
Daniel sorriu, e naquele sorriso havia a promessa de tudo o que ainda estava por vir. Suas mãos, agora mais ousadas, deslizaram até a nuca de Claudio, puxando-o para perto. Os lábios se encontraram em um beijo que não foi suave, nem lento. Foi um beijo de fome, de sede, de um desejo que tinha crescido em silêncio e agora explodia sem aviso.
O mundo lá fora pode ter continuado a girar, mas ali, entre as prateleiras e o cheiro de papel, só existiam eles. E o calor. Sempre o calor.
Conto erótico enviado por Lucas Moreira
Conto erótico: Noite dos pecadores
Conto erótico: O cinto de castidade do prazerConteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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