
Conto erótico: O ritual dos pés descalços

A primeira vez que vi os pés de Clara, foi num happy hour lotado, entre risadas e copos que se chocavam. Ela usava sandálias de tiras finas, e seus dedos, pintados de um vermelho escuro, se moviam com uma graça quase hipnótica.
Não consegui tirar os olhos dali. Havia algo naqueles arcos delicados, na pele macia que se esticava sobre os ossos, que me fez imaginar como seria tocá-los, beijá-los, perdidamente.
— Você sempre olha assim para os pés das pessoas? — ela perguntou, semanas depois, quando já estávamos sozinhos no meu apartamento. Sua voz era um sussurro brincalhão, mas seus olhos brilhavam com uma curiosidade que não era inocente.
— Só os seus — respondi, aproximando-me. O cheiro de seu perfume, misturado ao suor leve da pele, me envolveu. — Eles são… perfeitos.
Ela riu, baixinho, enquanto descalçava as sandálias e esticava as pernas no sofá, os pés apoiados na minha coxa. A planta deles era lisa, quase polida, com uma linha tênue de calosidade que contava histórias de dias longos e sapatos apertados. Passei o polegar sobre o arco, sentindo a textura sedosa, o calor que irradiava.
— Você gosta mesmo disso, não é? — Clara murmurou, inclinando-se para frente. Seus dedos brincaram com os fios do meu cabelo enquanto eu levava seus pés aos lábios.
A primeira lambida foi tímida, um toque úmido na base do dedão. Ela estremeceu, e o som que escapou de sua garganta foi um convite. Não resisti. Envolvi o pé com as mãos, a pele quente e maleável, e tracei um caminho com a língua desde o calcanhar até a ponta dos dedos, um por um. Clara arqueou as costas, os dedos dos pés se curvando em resposta, como se quisessem se fundir à minha boca.
— Deus… — ela gemeu, as unhas afundando no tecido do sofá. — Ninguém nunca…
Conto erótico: O toque proibido no balcão— Shhh — interrompi, sugando levemente o dedão, sentindo o gosto salgado de sua pele, o tremor que percorria suas coxas. — Deixa eu te mostrar como é bom.
Cada movimento era uma descoberta. A sensibilidade entre os dedos, a maciez do peito do pé, a reação dela a cada carícia. Clara respirava ofegante, os seios subindo e descendo sob a blusa fina, os mamilos duros pressionando o tecido. Quando passei a língua na planta do pé, ela soltou um gemido alto, as pernas se abrindo instintivamente.
— Mais — pediu, a voz rouca. — Não para.
E eu não parei. Alternava entre lambidas longas e beijos suaves, às vezes mordiscando com cuidado, outras vezes sugando até deixar marcas vermelhas que desapareceriam em minutos, mas que, naquele momento, eram só minhas. Clara se contorcia, os quadris levantando do sofá, as mãos agora no meu pescoço, me puxando para mais perto, como se quisesse que eu a devorasse inteira.
Quando ela gozou, foi com um suspiro longo e trêmulo, as pernas se fechando ao redor da minha cintura, os pés ainda presos às minhas mãos. Seu corpo inteiro estremeceu, e eu senti o gosto de sua excitação no ar, misturado ao suor e ao perfume.
— Isso foi… — ela tentou dizer, mas as palavras se perderam em outro gemido quando voltei a beijar seus tornozelos, subindo devagar pelas panturrilhas.
Não precisei responder. Sabia que, dali em diante, sempre que visse aqueles pés descalços, seria impossível não lembrar do gosto de sua pele, do som de sua voz quando perdia o controle, da maneira como seus dedos se enroscavam nos meus cabelos, como se temessem que eu parasse.
E eu nunca pararia.
Conto erótico: O toque proibido no balcão
Conto erótico: Os pezinhos que me enfeitiçaramConto erótico enviado por Rafael
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