
Conto erótico: Uma noite de prazer proibido no Amapá Hotel

A chuva batia nas janelas do Amapá Hotel como dedos impacientes, ansiosos por tocar a pele. O ar condicionado zumbia baixo, quase um suspiro, enquanto eu observava o reflexo de Lucas no espelho do banheiro. Ele desamarrava a gravata, os dedos ágeis, a tensão entre nós tão espessa que dava para cortar com a lâmina do desejo.
— Você sempre olha assim para os seus clientes? — Sua voz, rouca, quebrou o silêncio. O tom era brincalhão, mas os olhos, escuros como café forte, não mentiam.
— Só para os que sabem o que querem — respondi, aproximando-me. O cheiro do perfume dele, algo cítrico e amadeirado, misturava-se ao aroma úmido da noite amazônica. Meus dedos roçaram seu antebraço, e um arrepio percorreu a pele dele. Não era a primeira vez que cruzávamos esse limite, mas cada encontro parecia o primeiro.
A cama de lençóis brancos, imaculada, esperava. Lucas puxou-me pela cintura, e o calor do corpo dele queimava através da minha blusa de seda. Um beijo, lento no início, tornou-se urgente. Suas mãos exploravam minhas costas, descendo até a curva dos quadris, enquanto eu desabotoava a camisa dele, revelando o peito definido, a pele quente sob meus lábios.
— Você é perigosa — ele murmurou, enquanto eu mordiscava o lóbulo da orelha dele. O gemido abafado que escapou da garganta dele foi resposta suficiente.
As roupas caíram no chão como promessas descartadas. A pele contra pele, o calor entrelaçado, cada toque era um convite para mais. Lucas me empurrou suavemente contra a parede, e o frio do azulejo contrastava com o fogo das mãos dele em meus seios.
Os dedos dele, hábeis, desenhavam círculos em volta dos mamilos, até que um suspiro meu se transformou em um gemido.
— Quero te sentir — sussurrei, as unhas cravando-se nas costas dele. A resposta foi um beijo voraz, enquanto ele me levantava, e minhas pernas se enrolavam na cintura dele. O peso, a pressão, a promessa de prazer iminente faziam meu coração bater descompassado.
Conto erótico: Anora e a noite que queimou a peleA cama nos recebeu com um suspiro. Lucas desceu pelo meu corpo, beijos quentes marcando cada centímetro, até que seus lábios encontraram o ponto mais sensível. Um arrepio, uma onda de prazer, e eu arqueei as costas, os dedos enredados nos lençóis.
Cada movimento da língua dele era preciso, deliberado, como se soubesse exatamente o ritmo que me faria perder o controle.
— Não pare — pedi, a voz trêmula. E ele não parou.
Quando finalmente entrou em mim, foi com uma lentidão torturante, cada centímetro uma promessa cumprida. Nossos corpos se moviam em sincronia, o som da pele batendo contra pele, os gemidos abafados, a respiração ofegante.
O clímax veio como uma onda, arrastando-nos juntos, sem ar, sem palavras, apenas sensações puras.
Depois, deitados lado a lado, a chuva ainda cantava lá fora. Lucas traçou círculos distraidamente em meu braço, e eu sorri, sabendo que aquela não seria a última vez.
— Amanhã — ele disse, como se lesse meus pensamentos.
— Amanhã — concordei, enquanto o sono começava a nos levar, envolvidos no calor que só a noite e o desejo sabem criar.
Conto erótico: Anora e a noite que queimou a pele
Conto erótico: A noite de Barbie e o arquiteto do desejoConto erótico enviado por Mariana V.
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Conto erótico: Uma noite de prazer proibido no Amapá Hotel
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