Conto erótico: A herança da mamãe

Conto erótico: A herança da mamãe

A chuva batia insistente contra as janelas do apartamento, um apartamento que ainda cheirava a ela, a perfume caro e saudade. Eu, Lucas, de 45 anos, tentava me acostumar com o silêncio que agora preenchia os cômodos. Foi quando a campainha tocou.

Ao abrir a porta, me deparei com Júlia. A filha da minha falecida esposa, do primeiro casamento dela. Meus 45 anos pareciam pesar duzentos diante dos seus 22, vibrantes e transbordando uma energia que fez o ar ficar rarefeito.

Seus cabelos molhados escorriam sobre os ombros, e o vestido branco, encharcado, colava-se a cada curva do seu corpo curvas que, até então, eu teimava em ignorar.

“O carro quebrou na esquina. Pode ser um abrigo?” ela perguntou, a voz um pouco trêmula, mas o olhar firme, desafiador.

“Claro. Entre.” Minha voz saiu mais grossa do que eu gostaria.

Enquanto ela secava o cabelo na sala de estar, eu a observava disfarçadamente. Há anos eu a via como uma menina, a filha da mulher que amei. Mas a menina tinha desaparecido, dando lugar a uma mulher de quadris largos, seios fartos e um olhar que não pedia permissão, que apenas tomava.

A tensão no ar era palpável, um fio esticado prestes a arrebentar.

“Precisa de uma toalha seca,” eu disse, buscando refúgio no banheiro.

Quando voltei, ela estava perto da estante, fingindo interesse por um livro. Ao estender a toalha, nossos dedos se tocaram. Um choque. Um estremecimento que percorreu todo o meu braço. Ela não puxou a mão. Pelo contrário, seus olhos escuros encontraram os meus, e o desafio estava lá, claro como o dia.

“Lucas,” ela sussurrou, meu nome saindo como uma coisa proibida daquela boca. “Há quanto tempo você me olha sem realmente me ver?”

Não houve resposta. Não era preciso. O fio arrebentou.

Puxei-a para mim, e o mundo desabou. Minha boca encontrou a dela com uma fome que me assustou, uma fome reprimida por anos de papel de padrasto, de respeito, de limites. Ela respondeu com a mesma urgência, suas mãos enterrando-se nos meus cabelos, puxando-me para mais perto. O sabor dela era de vinho tinto e ousadia.

“Eu sempre soube,” ela arfou, rompendo o beijo, suas mãos descendo pelas minhas costas. “Sempre vi o modo como você me observava quando pensava que eu não estava olhando.”

“Júlia, nós não devemos…” a tentativa de racionalidade soou fraca, patética.

“Não devemos o quê?” ela cortou, deslizando as mãos por dentro da minha camisa, as palmas quentes contra o meu peito. “Minha mãe se foi, Lucas. Somos apenas dois adultos aqui. Dois adultos que se desejam há muito, muito tempo.”

Era a verdade nua e crua. E eu estava cansado de fingir.

Levantei-a nos braços – ela era surpreendentemente leve e carreguei-a até o meu quarto, o quarto que outrora dividira com sua mãe. Mas naquele momento, não havia fantasmas, só desejo puro, incandescente.

Deitei-a sobre a cama e fiquei de pé, bebendo a visão que ela oferecia: deitada, os seios levantando e abaixando rapidamente, o vestido molhado colado ao corpo como uma segunda pele, delineando cada contorno proibido. Ajoelhei-me na beira da cama e, com dedos que tremiam ligeiramente, comecei a desabotoar o vestido.

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A cada botão que se abria, mais de sua pele era revelada. Uma tela de porcelana quente, salpicada de sardas.

Quando o vestido se abriu por completo, prendi a respiração. Ela usava apenas uma calcinha preta de renda, simples e devastadoramente erótica. Meus lábios encontraram o vale entre seus seios, subindo em direção ao pescoço, enquanto minhas mãos mapeavam a cintura, os quadris, as coxas.

“Me beija,” ela ordenou, puxando meu rosto para o dela novamente.

O beijo foi mais lento agora, mais profundo, mais experiente. Nossas línguas dançaram uma dança ancestral, enquanto eu arrancava o que restava de suas roupas e as minhas. Quando nossa pele nua finalmente se encontrou, foi como completar um circuito.

Um gemido gutural escapou-me, e ela arqueou as costas, pressionando seu centro molhado e quente contra a minha coxa.

“Por favor, Lucas,” ela suplicou, o tom de desafio dando lugar a uma vulnerabilidade que era ainda mais intoxicante. “Não me faça esperar mais.”

Posicionei-me entre suas pernas, que se abriram para mim num convite silencioso e total. Olhei nos seus olhos, buscando qualquer sinal de hesitação. Só encontrei certeza e um desejo que espelhava o meu.

Então, entrei.

Foi uma fusão. Um gemido longo e rouco escapou de ambos ao mesmo tempo. Ela era apertada, quente, um aperto úmido e perfeito que me fez ver estrelas. Comecei a me mover, devagar no início, sentindo cada centímetro dela se moldar a mim.

“Assim,” ela sussurrou no meu ouvido, suas unhas cavando levemente nas minhas costas. “É assim que eu sempre imaginei.”

Suas palavras foram a centelha final. Perdi o controle, o ritmo, a razão. Minhas investidas se tornaram mais profundas, mais rápidas, guiadas pelos seus gemidos que ecoavam mais altos, mais urgentes.

O quarto encheu-se do som da nossa respiração ofegante, da pele batendo contra a pele, da chuva que continuava a cair lá fora, testemunha do nosso pecado delicioso.

Ela gritou meu nome quando chegou ao clímax, um som longo e gutural que pareceu vir do seu âmago. O corpo dela contraiu-se violentamente ao meu redor, e foi o suficiente para me arrastar junto, levando-me a um abismo de luz branca e puro êxtase, onde não existiam passado, futuro ou qualquer outro nome que não o dela.

Desabei sobre ela, ofegante, suado, completamente esvaziado. A chuva diminuíra para um fio morno. Ficamos deitados, entrelaçados, o suor esfriando em nossos corpos. Ela traçou círculos lentos nas minhas costas.

“E agora?” eu perguntei, a voz rouca.

Ela se virou, apoiando o queixo no meu peito. Seus olhos brilhavam no crepúsculo que entrava pela janela.

“Agora,” ela disse, com um sorriso pequeno e safado, “a gente descansa. Porque a noite é longe de acabar.”

E pela primeira vez desde que ela entrou pela porta, eu soube, sem sombra de dúvida, que aquela era apenas a primeira página de uma nova e proibida história.

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Conto erótico enviado por Luana sem vergonha.

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Conto erótico: A herança da mamãe
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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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