
Conto erótico: Encontro proibido no escritório após o expediente

A chuva batia forte nas janelas do prédio comercial, o som ritmado ecoando pelo corredor vazio. Era quase meia-noite, e o escritório de arquitetura onde eu trabalhava há cinco anos estava mergulhado em sombras, iluminado apenas pela luz amarela da minha mesa.
Os projetos espalhados sobre a superfície de madeira escura eram a desculpa perfeita para ficar até tarde, mas a verdade era outra: eu esperava por ele.
Daniel entrou sem bater, a porta rangendo levemente ao se fechar atrás de si. Seu terno cinza, impecável há doze horas, agora estava com a gravata afrouxada e as mangas arregaçadas, revelando antebraços fortes, cobertos por uma penugem dourada que brilhava sob a luz indireta.
O cheiro de seu perfume, algo cítrico e amadeirado, misturado ao aroma do café frio que ainda restava na xícara sobre a mesa, invadiu meu espaço. Meu estômago se contraiu.
— Você ainda está aqui — ele disse, não como pergunta, mas como constatação. A voz, grave e levemente rouca, fez minha pele formigar.
— O prazo do projeto da praça é amanhã — respondi, sem tirar os olhos dos seus. — Mas não é só por isso.
Ele sorriu, lento, como se saboreasse cada segundo daquilo. Daniel era meu sócio, meu melhor amigo, o homem com quem eu dividia sonhos profissionais e segredos que ninguém mais conhecia. E, naquela noite, finalmente, íamos dividir algo mais.
Seus passos foram deliberados ao se aproximar, o som dos sapatos de couro ecoando no silêncio. Quando parou ao meu lado, senti o calor do seu corpo, quase tangível. Ele inclinou a cabeça, os lábios roçando minha orelha enquanto sussurrava:
— Eu pensei nisso o dia todo. Em como seria te tocar sem pressa, sem medo de sermos pegos.
Minha respiração falhou. As mãos dele deslizaram sobre meus ombros, os dedos pressionando com uma firmeza que me fez arquear as costas. Quando seus lábios encontraram os meus, foi como um choque elétrico, intenso e inevitável.
A língua de Daniel era quente, exigente, explorando minha boca com uma fome que correspondi sem hesitar. Meus dedos se enterraram em seus cabelos castanhos, puxando-o para mais perto, como se quisesse fundir nossos corpos ali mesmo.
Ele me empurrou suavemente contra a mesa, os papéis espalhando-se no chão sem que nenhum de nós desse importância. Suas mãos desceram pelo meu peito, desabotoando a camisa com uma urgência que me deixou sem ar. Cada toque era uma promessa, cada suspiro entrecortado, uma confissão.
Conto erótico: As histórias gays que são melhores sem companhia!— Eu quero te sentir — murmurei, as palavras saindo como um gemido quando seus lábios traçaram um caminho pela minha clavícula, descendo até o peito.
Daniel não respondeu com palavras. Em vez disso, ajoelhou-se diante de mim, as mãos deslizando pela minha cintura, puxando meu quadril para a borda da mesa. O frio do ar condicionado contrastava com o calor da sua boca quando ele me beijou através do tecido da calça, a língua úmida deixando um rastro que me fez tremer.
Meus dedos se cravaram na madeira, as unhas arranhando a superfície enquanto eu tentava não gritar.
— Porra, Daniel — sussurrei, a voz quebrada.
Ele riu baixo, um som gutural que vibrou contra minha pele.
— Shhh. Ainda não acabou.
E não acabou mesmo. Quando finalmente nos permitimos ir além, foi com uma intensidade que apagou tudo ao nosso redor. O som da chuva, o cheiro do café, o medo de sermos descobertos — nada importava mais do que aquele momento, do que a maneira como nossos corpos se encaixavam, como se tivessem sido feitos um para o outro.
Depois, quando ficamos deitados no sofá do meu escritório, a respiração ainda acelerada, Daniel traçou círculos distraidamente no meu peito.
— A gente deveria ter feito isso antes — ele disse, a voz ainda rouca.
— Talvez — respondi, virando-me para encará-lo. — Mas valeu a espera.
Ele sorriu, e eu soube que aquilo era só o começo.
Conto erótico enviado por Marcos V., 32 anos, arquiteto.
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