Conto erótico: A lição das suas mãos

A lição das suas mãos

O apartamento ficou em silêncio depois que os outros foram embora. Ficou apenas o eco da música e o calor do vinho no meu corpo. E ela, Lara, reclinada no sofá oposto, com um sorriso pequeno e íntimo nos lábios, como se soubesse um segredo que eu ainda não havia descoberto.

“Finalmente sossego,” ela disse, a voz um pouco rouca, um fio de seda arrastando sobre a minha pele.

Eu me sentei no chão, perto dos seus pés, encostada no móvel. O ar condicionado zumbia, mas eu sentia o calor emanando dela. O vestido preto dela subiu um pouco acima dos joelhos, e eu não conseguia desviar os olhos da curva suave das suas panturrilhas.

“Você fica tão quieta,” ela observou, baixando o copo de vinho. “Mas seus olhos… seus olhos gritam.”

A audácia da afirmação fez o meu estômago apertar de desejo. Ela viu. Sempre via. Era por isso que eu tinha aceitado aquele convite, por isso que eu me mantinha na órbita dela, mesmo com o coração batendo forte demais.

Sem uma palavra, ela se inclinou para a frente. A ponta dos seus dedos tocou meu queixo, erguendo meu rosto delicadamente. A pele dela era macia, mas a pressão era firme. Um arrepio violento percorreu minha coluna.

“Deixa eu ver você,” sussurrou.

Eu permiti, meus olhos fechando por um instante quando o polegar dela deslizou pelo meu lábio inferior. A respiração dela estava mais perto agora; eu podia sentir o calor dela, sentir o cheiro leve do seu perfume misturado com o próprio aroma intoxicante que era apenas dela.

Então, ela se moveu. Deslizou do sofá e se ajoelhou no chão diante de mim, nossas pernas quase se tocando. O mundo reduziu-se àquele espaço entre nossos corpos.

“Você tem medo?” ela perguntou, suas mãos encontrando as minhas, entrelaçando nossos dedos.

“Não,” menti, minha voz um sopro.

“Bom.”

Ela puxou minhas mãos e as levou à sua cintura, sob a fina camada do vestido. Minhas palmas encontraram a pele quente das suas costas, a textura de seda do seu corpo. Um gemido baixo escapou da minha garganta.

“Isso,” ela encorajou, soltando minhas mãos para que eu explorasse sozinha.

Minhas mãos tremeram ao deslizar pela sua coluna, sentindo cada vértebra, cada músculo tenso sob a superfície aveludada. Ela inclinou a cabeça para trás, um suspiro escapando quando meus dedos se perderam nos seus cabelos cacheados.

Puxei suavemente, expondo a linha graciosa do seu pescoço, e me inclinei para frente, pressionando meus lábios naquela pele saliente.

Ela sabia. Ela sempre soube.

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Suas mãos, então, começaram a sua própria exploração. Deslizaram pelos meus ombros, para baixo, contornando meus seios através do tecido do meu vestido antes de cobri-los completamente. A pressão era certeira, e eu arquei contra ela, um “sim” saindo como uma prece.

“Você é tão responsiva,” ela murmurou no meu ouvido, sua língua traçando a curva da minha orelha antes de seus dentes a mordiscarem suavemente. “Deixa eu te ouvir.”

Suas mãos encontraram a barra do meu vestido e o puxaram para cima, sobre a minha cabeça. O ar frio na minha pele nua foi um choque, seguido instantaneamente pelo calor abrasador do corpo dela contra o meu.

Ela me empurrou para trás, suavemente, até que minhas costas encontraram o carpete macio, e ela ficou sobre mim, seus joelhos flanqueando meus quadris.

A visão dela acima de mim, os cabelos formando uma cortina ao nosso redor, os olhos escuros e pesados de desejo, foi a coisa mais erótica que eu já tinha visto.

“Lara,” supliquei, minhas mãos agarrando seus quadris, puxando-a para baixo, para sentir todo o seu peso.

Ela baixou a cabeça e sua boca encontrou meu seio. Não foi um beijo gentil, foi uma declaração. Sua língua lamber, seus dentes puxar, sua boca sugar até que eu não soubesse mais onde meu corpo terminava e o dela começava.

Minhas pernas se abriram por vontade própria, convidando, e sua mão desceu, deslizou por minha barriga e encontrou o centro latejante da minha necessidade.

O primeiro toque foi uma revelação. Seus dedos conheciam o caminho, circulando, pressionando, encontrando um ritmo que era pura tortura prazerosa. Eu me debati, gemendo seu nome, minhas unhas cavando nas suas costas.

“Eu quero ver você chegar,” ela ordenou, sua voz um rosnado contra minha boca antes de nos beijarmos.

O beijo era feroz, desesperado. Nossas línguas brigavam enquanto seus dedos continuavam sua obra magistral dentro de mim. A pressão cresceu, uma onda implacável no meu ventre, subindo, subindo, até que não pude mais contê-la.

Quebrei o beijo, um grito abafado saindo dos meus lábios enquanto meu corpo arqueava violentamente, ondas de puro êxtase lavando cada parte de mim, sacudindo-me até o centro.

Quando a maré finalmente recuou, eu estava tremendo, ofegante, com o corpo dela deitado sobre o meu, seu coração batendo forte contra o meu peito.

Ela se apoiou nos cotovelos e olhou para o meu rosto, seus dedos afastando meus cabelos suados da testa.

A primeira lição,” ela disse, seu sorriso agora largo e satisfeito. “Sobre como suas mãos podem falar.”

E eu, sob seu olhar, soube que era apenas o começo.

Conto erótico enviado por Sofia peitinho de veludo.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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