Conto erótico: O toque proibido que desfez a linha entre realidade e desejo

Conto erótico: O toque proibido que desfez a linha entre realidade e desejo

A chuva batia nas janelas do meu apartamento no centro de São Paulo, um ritmo hipnótico que combinava com o jazz baixo no rádio. Eu estava sozinho, ou assim pensava, até que a campainha tocou.

Era ele, Daniel, meu vizinho do terceiro andar, o homem cujos olhares eu sentia queimar minha pele nos corredores do prédio. Sempre um aceno tímido, um sorriso contido. Mas naquela noite, seus olhos escuros brilhavam com algo mais intenso.

— Precisava te pedir um favor — disse, a voz rouca, enquanto a água escorria dos cabelos castanhos para a camisa colada ao corpo. — Minha torneira estourou. Você tem alguma ferramenta?

Eu sabia que não era a torneira que o trouxe até ali.

A tensão entre nós era um fio esticado, prestes a arrebentar. Cada movimento seu, o jeito como os dedos se contraíam ao segurar a maçaneta da porta, a respiração acelerada, tudo gritava o que suas palavras não diziam. Convidei-o a entrar, e o cheiro de chuva misturado ao perfume cítrico dele invadiu meu espaço.

— Posso ajudar — respondi, a garganta seca.

Ele se aproximou, os passos lentos, calculados. A luz amarela da luminária desenhava sombras nos músculos definidos sob a camisa molhada. Quando seus dedos roçaram nos meus ao pegar a chave inglesa, um arrepio percorreu minha coluna.

— Você sempre parece tão controlado — murmurou, os lábios quase tocando minha orelha. — Mas aposto que por baixo dessa calma, tem fogo.

Não resisti. Minhas mãos encontraram sua cintura, puxando-o contra mim. A respiração dele falhou quando nossos corpos se encostaram, a umidade das roupas coladas revelando cada contorno. Sua boca foi direto ao meu pescoço, os dentes mordiscando a pele sensível, enquanto suas mãos desciam, explorando, reivindicando.

— Isso é real — sussurrei, as palavras quase perdidas no gemido que escapou quando seus dedos apertaram onde eu mais queria.

Conto erótico: Laços de confiança no feticheConto erótico: Laços de confiança no fetiche

— Ou só uma fantasia que a gente deixou escapar? — ele provocou, a voz um rosnado, enquanto me empurrava contra a parede.

A linha entre o que era certo e o que era desejo se desfez ali. Cada beijo era urgente, cada toque uma promessa de algo que íamos adiar há meses. Suas mãos, ágeis, desabotoaram minha camisa, e a sensação da pele nua contra a dele era elétrica.

O som da chuva se misturava aos nossos suspiros, aos gemidos abafados, à pressa de tirar o que ainda nos separava.

Quando finalmente nos rendemos, foi no sofá, entre lençóis que caíram no chão e roupas esquecidas. Cada movimento era uma descoberta, uma confissão silenciosa de quanto tempo aquela tensão nos consumia.

Seus lábios em meu peito, minhas mãos em suas costas, a maneira como nossos corpos se encaixaram como se tivessem sido feitos para aquilo.

Depois, deitados, a respiração ainda descompassada, ele traçou círculos distraidamente em meu braço.

— A gente podia ter feito isso antes — comentou, o tom brincalhão, mas os olhos sérios.

— Talvez a gente precisasse dessa tempestade — respondi, sabendo que não falava só da chuva.

A linha entre realidade e fantasia nunca fora tão fina. E, naquela noite, não importava mais onde uma terminava e a outra começava.

Conto erótico enviado por Rafael, 32, designer gráfico e amante de noites de jazz e encontros inesperados.

Conto erótico: Laços de confiança no feticheConto erótico: Laços de confiança no fetiche
Conto erótico: Um encontro de submissão e prazerConto erótico: Um encontro de submissão e prazer

Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
Conto erótico: O toque proibido que desfez a linha entre realidade e desejo
Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)

Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Go up