Conto erótico: Fantasias gay que surgem no silêncio da noite

Conto erótico: Fantasias gay que surgem no silêncio da noite

A chuva batia suave contra a janela do meu apartamento no centro de São Paulo, enquanto eu terminava de arrumar os últimos pratos da janta.

O som da água escorrendo pelas calçadas, misturado ao jazz baixo que vinha da sala, criava uma atmosfera densa, quase hipnótica. Foi então que ouvi a campainha tocar.

Era Lucas, meu vizinho do andar de baixo. Alto, moreno, com aqueles olhos verdes que pareciam guardar segredos. Sempre trocávamos cumprimentos rápidos no elevador, mas naquela noite, algo era diferente.

Ele estava com a camisa colada ao corpo por causa da chuva, os cabelos escuros levemente despenteados, e um sorriso que não era apenas educado.

— Desculpa te incomodar tão tarde, mas meu chuveiro quebrou. Posso usar o seu? — perguntou, a voz um pouco rouca, como se a própria pergunta já fosse um convite para algo além.

Eu hesitei por um segundo. Não pela pergunta, mas pela maneira como seus dedos roçaram levemente no batente da porta ao se apoiar. Um toque quase imperceptível, mas que acendeu uma faísca no meu peito.

— Claro. Fica à vontade — respondi, afastando-me para deixá-lo entrar.

O banheiro ficava no final do corredor, e enquanto ele seguia na minha direção, não pude evitar de notar como a luz amarela da luminária destacava a curva dos seus ombros, a maneira como a calça jeans moldava suas coxas.

Fechei a porta da cozinha com mais força do que o necessário, como se pudesse conter o calor que subia pelo meu corpo.

A água do chuveiro começou a cair, e eu me senti ridículo, parado ali, ouvindo o barulho do boxe, imaginando cada gota escorrendo pela pele dele. Respirei fundo e me aproximei da porta entreaberta do banheiro.

O vapor já tomava conta do ambiente, e através da fresta, vi a silhueta de Lucas de costas, as mãos apoiadas na parede enquanto a água descia pelas suas costas nuas.

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— Tem shampoo aí? — chamou, a voz abafada pelo som da água.

Engoli em seco.

— Na prateleira, à esquerda — respondi, a garganta seca.

Ele se virou levemente, e foi o suficiente para ver o contorno do seu corpo, a água escorrendo pelos músculos definidos, a linha da cintura afunilando até desaparecer na toalha que ainda cobria suas partes íntimas. Meus dedos formigaram com a vontade de tocar, de sentir se a pele dele era tão quente quanto parecia.

— Obrigado — disse, e dessa vez, quando nossos olhares se encontraram, não houve dúvida. Algo estava acontecendo. Algo que não precisava de palavras.

Dei um passo adiante. O ar entre nós estava carregado, quase palpável. Ele não se moveu quando encostei minha mão na sua cintura, sentindo a água morna sob meus dedos. Sua respiração falhou por um instante, e quando ele se virou completamente, a toalha caiu no chão sem resistência.

Não houve pressa. Nossos corpos se colaram como se tivessem sido feitos para aquilo, a pele úmida, os lábios se encontrando em um beijo que começou devagar, mas logo se tornou urgente. Suas mãos deslizaram pelas minhas costas, puxando-me para mais perto, enquanto eu sentia o gosto da água misturado ao sabor da sua boca.

O chuveiro continuava caindo sobre nós, mas mal percebíamos. O mundo tinha se reduzido àquele momento, à maneira como seus dedos se entrelaçavam nos meus cabelos, como sua respiração se tornava mais ofegante a cada toque.

Quando ele me empurrou suavemente contra a parede fria do boxe, senti o contraste da cerâmica com o calor do nosso corpo, e soube que não havia volta.

A noite se estendeu além do banheiro. Entre lençóis revirados e suspiros abafados, descobrimos que algumas fantasias não precisam ser planejadas. Elas simplesmente acontecem, como a chuva que começou sem aviso e nos trouxe até ali.

Conto erótico enviado por Rafael, 32 anos, São Paulo.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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