
Conto erótico: O que faz os contos eróticos gays virarem febre?

A noite caía sobre São Paulo como um manto quente, úmido, enquanto eu entrava no prédio comercial quase vazio. O ar-condicionado zumbia baixo, misturado ao cheiro de café fresco que ainda pairava no saguão.
Meu corpo, cansado de horas de reuniões, reagia à tensão acumulada com uma pulsação insistente entre as coxas. Não era só o estresse. Era a expectativa.
O elevador abriu as portas com um suspiro metálico. Dentro, ele já estava lá.
Lucas — ou foi isso que li no crachá pendurado no peito dele — encostado na parede do fundo, os dedos longos deslizando sobre a tela do celular. A luz fria do aparelho iluminava seu rosto angular, a barba por fazer destacando a mandíbula firme. Quando levantei os olhos, ele os encontrou. Não houve um sorriso forçado, nem um cumprimento vazio.
Só um olhar. Um daqueles que desce pela espinha e acende algo primitivo no ventre.
O espaço era pequeno. O suficiente para que, quando a porta fechou, eu sentisse o calor do corpo dele irradiando a poucos centímetros do meu. O elevador subiu. O silêncio, espesso, só quebrado pelo atrito das portas nos andares vazios.
— Trabalha aqui? Sua voz era grave, rouca, como se as palavras tivessem sido arrastadas de algum lugar profundo.
— Não. Visita. Minha resposta saiu mais baixa do que pretendia, a garganta seca. O perfume dele — algo cítrico, com um toque de tabaco — invadia meus sentidos.
Ele se moveu. Um passo à frente. Agora, seu peito quase roçava meu ombro. O ar entre nós ficou elétrico.
— Andar? perguntei, mas minha mão já tremia ao apertar o botão do décimo segundo. Um erro proposital.
— Qualquer um serve. A resposta foi um sussurro, quente contra minha orelha.
O elevador parou. A porta abriu. Ninguém entrou.
Conto erótico: O segredo que todos amam nos contos gaysQuando as portas fecharam de novo, a mão dele estava no meu quadril, os dedos pressionando com uma posse que me fez arquear as costas. Sua boca encontrou meu pescoço, os lábios quentes traçando um caminho até o lóbulo da orelha, onde a língua dele desenhou círculos lentos.
— Você sabe o que quer? A pergunta era retórica. Seu corpo, duro contra o meu, respondia por nós dois.
— Sim. A palavra escapou entre gemidos quando seus dentes mordiscaram meu lábio inferior.
As mãos dele deslizaram para baixo, encontrando a cintura da minha calça. O zíper cedeu com um som metálico, quase obsceno no silêncio do elevador. Seus dedos, ágeis, envolveram minha ereção, e um arrepio percorreu minha coluna.
— Tão quente — ele murmurou, a voz embargada pelo desejo. — Tão pronto.
Eu não conseguia pensar. Só sentir. O toque dele, a pressão dos seus dedos, o cheiro da sua pele. Quando ele se ajoelhou, o mundo girou. Suas mãos no meu quadril, a respiração quente através do tecido da minha cueca.
— Porra — escapei, os dedos enterrados nos cabelos dele, puxando-o mais perto.
A boca dele era uma tortura doce. Cada movimento da língua, cada sucção, me levava mais perto do limite. O elevador subia, indiferente à tempestade que se formava entre nós.
— Não goza ainda — ele ordenou, levantando-se com um sorriso malicioso. — Não é aqui que eu quero te ver perder o controle.
A porta abriu no décimo segundo andar. Corredor vazio. Luzes amareladas. Ele me puxou para fora, empurrando-me contra a parede. Suas mãos, agora livres, exploraram meu peito, descendo até encontrar o que procuravam.
— Agora — ele sussurrou, os lábios colados aos meus. — Agora, eu quero ouvir você gemer meu nome.
E eu gemi.
Conto erótico: O segredo que todos amam nos contos gays
Conto erótico: O segredo do sucesso gay nas histórias de desejoConto erótico enviado por Rafael Oliveira
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