
Conto erótico: A pronúncia do desejo

O bar estava um caos agradável, um murmúrio de vozes, tintos de copos e risadas soltas. Eu estava lá com minhas amigas, comemorando uma promoção boba, quando ele sentou ao balcão, alguns lugares à minha direita. Lucas.
Eu o conhecia de vista do prédio comercial onde trabalhava. Sempre aquele ar sério, trajes impecáveis, um ar de concentração que me fez imaginar, mais de uma vez, como seria ver aquela compostura quebrar.
Nossos olhos se encontraram por um segundo longo demais para ser casual. Ele acenou com a cabeça, um quase sorriso nos lábios. Eu retribuí, sentindo um calor familiar se acender no baixo ventre. A noite seguiu, meu grupo se dissipou e, de repente, ele estava ao meu lado.
“Finalmente um rosto familiar neste mar de estranhos,” disse ele, sua voz um baixo suave que parecia vibrar no meu esterno.
“Finalmente,” eu repeti, mantendo o contato visual.
A conversa fluiu fácil, carregada de uma tensão palpável. Cada piada era um convite, cada olhar, uma promessa. Quando ele perguntou, sem rodeios, se eu queria ir para algum lugar mais quieto, minha resposta foi um “sim” rouco, quase inaudível.
O apartamento dele era minimalista, cheiroso, iluminado por luzes indiretas que lançavam sombras dançantes nas paredes. A porta fechou-se com um clique suave, e o mundo exterior cessou de existir. Ficamos de pé na sala, o ar carregado de um silêncio elétrico.
“Eu tenho pensado em fazer isso desde a primeira vez que te vi no elevador,” ele confessou, seus dedos contornando minha mandíbula, descendo pelo meu pescoço.
“E o que era?” eu desafiei, ofegante.
“Isto.”
Ele puxou-me para perto, e seu beijo não foi uma pergunta, foi uma afirmação. Era profundo, possessivo, cheio de uma fome contida que espelhava a minha. Suas mãos deslizaram pelas minhas costas, pressionando-me contra o corpo duro dele. Eu podia sentir a rigidez dele através das nossas roupas, uma promessa explícita do que estava por vir.
Entre beijos roubados e respirações ofegantes, nossas roupas caíram como pétalas, um rastro de desejo no chão até o quarto. Deitada na cama, eu o observei tirar a camisa, revelando um torso definido. Meu coração batia forte contra as minhas costelas. Ele parou, seus olhos escuros percorrendo meu corpo nu com uma devoção que me fez sentir ao mesmo tempo exposta e adorada.
“Você é mais bonita do que eu imaginava,” ele sussurrou, a voz grossa de desejo. “E eu imaginei muito.”
Ele se ajoelhou na cama, e suas mãos recomeçaram sua exploração, mas agora sem barreiras. Seus dedos ásperos percorreram a curva dos meus seios, apertando suavemente, fazendo meus mamilos ficarem duros e sensíveis. Ele se curvou e levou um à boca, e a sensação quente e úmida da sua língua me fez arquejar e enterrar as mãos em seu cabelo.
Conto erótico: A marca do desejoEle desceu, beijando uma trilha de fogo pela minha barriga, até chegar ao meu centro. Quando sua língua encontrou meu clitóris, foi como um choque. Um gemido longo e trêmulo escapou dos meus lábios.
Suas mãos seguravam minhas coxas, abrindo-me para ele, enquanto sua boca trabalhava em um ritmo hipnótico, às vezes lento e circular, outras vezes rápido e direto. A tensão dentro de mim se acumulou como uma tempestade, meus quadris se movendo involuntariamente contra seu rosto.
“Lucas… eu vou…” eu gemi, minhas mãos se agarrando aos lençóis.
Ele não parou. Sua língua era implacável, levando-me ao limite até que meu corpo estremeceu violentamente, uma onda de puro prazer eletrizante me lavando por completo. Eu caí de volta na cama, ofegante, minhas pernas ainda tremendo.
Ele subiu, seu corpo se posicionando sobre o meu. Seus olhos estavam negros, intensos.
“Agora é a minha vez,” ele disse, sua voz um rosnado suave contra meus lábios.
Ele me penetrou com um movimento fluido e certeiro, enchendo-me completamente. Um suspiro profundo e satisfeito escapou de nós dois ao mesmo tempo. O ritmo começou devagar, uma conexão profunda e deliberada que fazia cada nervo do meu corpo vibrar.
Eu envolvi minhas pernas em torno de sua cintura, puxando-o mais para dentro, querendo sentir cada centímetro dele.
Seus movimentos se aceleraram, tornando-se mais urgentes, mais ferozes. Cada investida era um golpe de desejo puro, cada retirada, uma tortura deliciosa. A fricção era perfeita, esfregando meu clitóris sensível a cada entrada, fazendo uma segunda onda de prazer se formar, ainda mais forte que a primeira.
O som da nossa pele se encontrando, dos nossos gemidos e respirações ofegantes, encheu o quarto.
“Não desvia o olhar,” ele ordenou, seus olhos fixos nos meus. “Quero ver você chegar.”
Aquela conexão, o intenso contato visual enquanto nossos corpos se uniam, foi a faísca final. Eu me soltei, gritando seu nome enquanto uma série de espasmos violentos tomava conta de mim. Ele gemeu profundamente, seu próprio corpo estremecendo com a sua liberação dentro de mim, quente e profunda.
Desabamos juntos, um emaranhado de membros suados e corações batendo em frenesi. Seus lábios encontraram minha testa em um beijo suave, e um silêncio sereno tomou conta de nós. A pronúncia do nosso desejo havia sido perfeita, e cada som, cada toque, estava gravado em minha pele.
Conto erótico enviado por Camila.
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Conto erótico: A lição das suas mãosEspero que tenha curtido o conteúdo sobre:
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