
Conto erótico: O segredo do quarto 204 e a noite que mudou tudo

A chuva batia nas janelas do hotel como dedos impacientes, ansiosos por tocar a pele. Eu nunca tinha sentido tanto calor em um lugar tão frio.
O ar condicionado zumbia baixo, quase um suspiro, enquanto eu observava Lucas do outro lado do bar. Ele não era só mais um hóspede.
Era o tipo de homem que fazia o tempo parar: ombros largos sob a camisa branca, os dedos longos envolvendo um copo de uísque, e aquele olhar que descia devagar, como se estivesse respirando cada centímetro de mim sem sequer se mover.
— Você sempre fica aqui sozinho? Sua voz era grave, um pouco áspera, como veludo rasgado.
— Só quando preciso esquecer algo. Menti. Na verdade, estava esperando por ele desde a noite anterior, quando nossos olhares se cruzaram no elevador. O cheiro do perfume dele, algo cítrico e amadeirado, ainda estava preso na minha memória.
Lucas se aproximou. O calor do corpo dele queimava o espaço entre nós, mesmo sem encostar. Eu sabia que ele sentia a mesma coisa. A tensão não era só imaginação. Era física, quase dolorosa.
— Quarto 204 — ele sussurrou, os lábios roçando minha orelha. — Daqui a dez minutos.
Não precisei responder. Meus dedos tremiam ao deixar a nota na mesa. O corredor do hotel parecia mais longo do que de manhã, cada passo ecoando como um aviso. Ou um convite.
A porta do 204 estava entreaberta. Dentro, a luz amarela da luminária criava sombras alongadas nas paredes. Lucas estava de costas, tirando a camisa com movimentos lentos, deliberados. A pele dele brilhava levemente, como se já estivesse úmida de expectativa. Eu fechei a porta com um clique suave.
— Você gosta de jogos? Ele virou, os olhos escuros brilhando.
— Depende do prêmio.
O riso dele foi baixo, quase um gemido. Em dois passos, estava colado em mim, as mãos firmes na minha cintura, puxando meu quadril contra o dele. Pude sentir cada detalhe: o tecido da calça dele áspero contra minhas coxas, o hálito quente misturado a uísque, a pressão dos dedos dele marcando minha pele através da roupa.
— Não vou ser gentil — avisou, a boca agora na minha garganta.
Conto erótico: Capítulos de paixão gay que não paramE não foi.
As mãos dele eram implacáveis, desabotoando minha camisa com urgência, arrancando-a dos meus ombros. Cada toque era um comando, cada beijo uma promessa de mais. Quando me empurrou contra a parede, o impacto fez meu corpo tremer.
A boca de Lucas era quente, molhada, devorando a minha enquanto as mãos exploravam cada curva, cada músculo tenso. Eu não conseguia pensar. Só sentir.
— De joelhos — ele ordenou, a voz rouca.
Obedeci sem hesitar. O tapete macio sob meus joelhos, o cheiro de sabonete e suor, o gosto salgado da pele dele quando o deszipei. Lucas gemeu, os dedos enredados no meu cabelo, guiando-me com uma mistura de controle e desespero.
Eu queria ouvi-lo perder o controle. Queria ser a razão.
— Mais — ele sibilou, as coxas tremendo.
E eu dei.
Cada movimento era uma resposta, cada gemido um diálogo. Quando ele finalmente me puxou para cima, foi para me jogar na cama, para se perder em mim como se não houvesse amanhã. A cama rangeu, os lençóis se enrolaram em nossos corpos suados, e por um momento, o mundo lá fora deixou de existir.
Depois, deitado ao seu lado, ouvi a respiração dele voltando ao normal. A chuva ainda caía, mas agora parecia um carinho.
— Amanhã — Lucas murmurou, os dedos traçando círculos na minha pele. — Mesmo lugar.
Não era uma pergunta.
E eu já estava viciado.
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Conto erótico: Gays mais íntimos e excitantes que você já leu!Conto erótico enviado por Rafael, 32, inspirado em uma noite inesquecível em São Paulo.
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