
Conto erótico: Um encontro de submissão e prazer

O ar no bar era pesado, encharcado do aroma de whisky e conversas baixas. Eu me encostava no balcão de madeira escura, fingindo interesse no jogo de sinuca ao fundo, mas minha atenção inteira estava presa a ele. Marco.
Ele estava sentado em uma mesa alta, sozinho, os dedos longos circulando a borda de um copo. Não trocámos mais do que um olhar, mas tinha sido o suficiente um choque silencioso que prometia tudo.
Ele se levantou e veio na minha direção. Seus passos eram calmos, deliberados. Parou a meu lado, seu corpo grande projetando uma sombra sobre mim.
“Você parece perdida,” sua voz era um baixo que vibrou no meu osso esterno.
“Estou esperando,” respondi, mantendo o tom desafiador, embora meu pulso acelerado me traísse.
“Parece que encontrou.”
Sem mais palavras, sua mão encontrou a minha nuca, firme, não pedindo permissão, mas assumindo um controle que eu, secretamente, ansiara a noite toda. A pressão era inegável, e eu me curvei a ela, um suspiro preso escapando dos meus lábios. Ele me guiou para fora do bar e até seu carro, uma caminhonete ampla e escura. O interior cheirava a couro limpo e a ele um aroma terroso de tabaco e algo agudamente masculino.
A viagem até seu apartamento foi um silêncio carregado. Sua mão direita repousava na minha coxa, o polegar desenhando círculos lentos através do tecido do meu vestido. Cada movimento era uma afirmação, uma promessa do que estava por vir. Eu olhava pela janela, a cidade se tornando um borrão de luzes, meu corpo já um fio esticado de antecipação.
Seu espaço era minimalista, quase severo. Piso de concreto queimado, paredes nuas, um sofá de couro preto. Ele trancou a porta e o som do ferrolho engatando ecoou como um tiro no vasto silêncio.
“Tira o vestido,” ele ordenou, sua voz ainda calma, mas agora com uma borda de aço.
Meus dedos tremiam ligeiramente enquanto eu puxava o zíper e deixava o tecido cair em um pool aos meus pés. Fiquei diante dele, apenas de lingerie preta, o ar frio da sala arrepiando minha pele exposta. Seus olhos escorreram sobre mim, devagar, avaliando, possuindo. Era um olhar que me despia mais do que qualquer mão poderia.
“Linda,” ele murmurou, mais um fato do que um elogio. Ele se aproximou, e suas mãos, finalmente, encontraram minha pele. Eram ásperas, calejadas, e o contraste com a minha suavidade era eletrizante. Ele me virou de costas para ele, puxando meus quadris contra os dele. Eu senti a protuberância rígida de seu desejo pressionando minha nádega, e um gemido baixo escapou da minha garganta.
“Quietinha,” ele sussurrou no meu ouvido, seu hálito quente contra a minha pele. “Você é minha esta noite. Para fazer o que eu quiser.”
Conto erótico: A decisão que me fez arder no feticheEle me guiou até o quarto, que continha apenas um colchão grande no chão, coberto com lençóis escuros. A submissão que eu sentia não era degradante; era libertadora. Era o alívio de entregar o controle, de confiar em alguém para levar-me aos limites que eu mesma não ousava explorar.
Amarrou meus pulsos com uma gravata de seda que tirou do bolso, as amarras firmes, mas não dolorosas. Cada toque, cada comando sussurrado, era um ato de cuidado sob um disfarce de dominação. Ele explorou meu corpo com as mãos e a boca, encontrando os pontos que me faziam arquejar e suplicar.
A linguagem entre nós era puramente física, um diálogo de gemos, respirações ofegantes e a tensão palpável do desejo contido.
Quando ele finalmente entrou em mim, foi com uma força que me tirou o fôlego. Um preenchimento total, uma conquista. Ele segurou meus quadris, controlando o ritmo, profundo e implacável. Meus gemos eram abafados no travesseiro, meu corpo um arco de pura sensação.
A dor se misturava com o prazer de uma forma indistinguível, cada impacto me levando mais perto da beira.
Ele soltou minhas amarras num movimento fluido, suas mãos encontrando as minhas, entrelaçando nossos dedos contra o colchão. Aquele gesto final de conexão, de igualdade dentro da hierarquia que criáramos, foi o que me quebrou. A minha queda foi violenta, um turbilhão de contrações que me fez gritar seu nome, uma rendição completa.
Ele veio logo depois, um rugido abafado no meu pescoço, seu corpo tremendo contra o meu no paroxismo final.
Ficamos deitados por um tempo, a respiração pesada lentamente se acalmando. Sua mão ainda segurava a minha. Ele se virou de lado, escovando um fio de cabelo suado da minha testa.
“Está bem?” sua voz era suave agora, a fera domesticada.
Sorri, um sorriso lento e satisfeito. “Perfeitamente.”
Ele não era um monstro. E eu não era uma vítima. Éramos dois adultos que encontraram, na doação e no controle, uma forma intensa e profunda de se sentir vivos. E naquele quarto escuro, o cheiro dos nossos corpos misturados no ar, eu nunca me senti mais inteira.
Conto erótico: A decisão que me fez arder no fetiche
Conto erótico: O grupo secreto do TelegramConto erótico enviado por Sofia.
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