Conto erótico: O alívio proibido do andar vazio

Conto erótico: O alívio proibido do andar vazio

Era uma tarde daquelas em que o ar-condicionado do escritório parecia conspirar contra mim. O relógio marcava 15h47, e a planilha no meu monitor piscava, indiferente ao calor que subia pela minha nuca.

Os dedos, antes ágeis no teclado, agora tremiam levemente. Não era a pressão do prazo era a tensão acumulada, um desejo surdo que latejava entre as pernas desde a reunião da manhã, quando a ela cruzou as pernas e o tecido da saia deslizou, revelando um centímetro a mais de pele.

Mais um café, Gomes? A voz da estagiária, doce e distraída, me arrancou do devaneio. Balancei a cabeça, sem tirar os olhos da tela. Se ela soubesse o que eu imaginava fazer com aquele canudo de papel que mexia no copo...

O banheiro dos homens ficava no final do corredor, depois da copa. Pouco usado àquela hora, quase um santuário. Fechei a porta com o trinco, encostei as costas na madeira fria e soltei o ar dos pulmões. O espelho refletia um homem de 32 anos, camisa social desabotoada no colarinho, gravata frouxa. Mas eram os olhos que me traíam: escuros, dilatados, famintos.

As mãos foram direto ao cinto. O zíper desceu com um chiado metálico, libertando a pressão que doía há horas. Não havia pressa — só necessidade. Os dedos envolveram o comprimento duro, quente como ferro em brasa. Um gemido abafado escapou quando a primeira investida foi lenta, deliberada. A palma úmida de suor deslizava com facilidade, o ritmo ditado pela memória daquela saia cinza, dos saltos que faziam seus quadris balançarem como um pêndulo hipnótico.

Você gosta de ser observado? — A voz dela, rouca e inesperada, veio de trás da porta. Congelei. A respiração falhou.

Eu... eu achei que estivesse vazio. — Minha voz soou grossa, estranha.

Estava. Até eu te ouvir. — A maçaneta girou. A porta não cedeu. — Abra.

Hesitei. Mas o comando na voz dela — Clarice, lembrei-me do crachá — era irresistível. Destranquei. Ela entrou como uma onda: saia justa, blusa branca transparente o suficiente para delinear o sutiã preto. Os lábios, pintados de um vermelho que gritava pecado, se curvaram em um sorriso quando seus olhos caíram na minha mão, ainda envolvendo meu desejo.

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Deixe eu ajudar. — Não foi um pedido.

Seus dedos, com unhas vermelhas, substituíram os meus. O toque era diferente: firme, experiente. Ela se ajoelhou na minha frente, a saia subindo pelas coxas enquanto a língua umedeceu os lábios.

Você faz isso pensando em quem? — sussurrou, o hálito quente contra a minha pele.

Em você. — A confissão saiu sem filtro.

Clarice riu baixo, um som gutural que vibrou direto na minha virilha. Sua boca se aproximou, mas parou a milímetros. O ar quente de sua respiração era tortura.

Então goze pensando em mim. — A ordem foi acompanhada por um aperto perfeitamente calculado.

Fechei os olhos. As imagens se misturaram: a saia, os saltos, a língua que agora lambia o próprio lábio enquanto sua mão trabalhava com uma precisão que me deixava louco. O prazer subiu como uma maré, inexorável. Quando cheguei, foi com seu nome nos lábios, engolido por um gemido que ela abafou com a boca — finalmente — contra a minha, roubando o último suspiro de sanidade que me restava.

Agora, — ela murmurou, ajustando a saia enquanto se levantava, — volte pro seu lugar. E finja que nada aconteceu.

A porta se fechou atrás dela. Fiquei ali, ofegante, o corpo ainda tremendo. O banheiro cheirava a perfume caro e desejo saciado. Sorri. O dia tinha acabado de ficar muito mais interessante.

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Conto erótico enviado por M. — "Às vezes, o estresse do trabalho pede soluções... criativas."

Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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