
Conto erótico: A tela que separa, o desejo que une

A noite estava quente, minha pele suava levemente contra o lençol de seda. O notebook no meu colo emitia uma luz suave, iluminando meu rosto no quarto escuro.
Há semanas conversávamos, Lucas e eu, através dessa tela. Suas palavras despertavam em mim um desejo que eu não sentia há anos.
"Você está online?", sua mensagem apareceu, piscando suavemente.
Minhas mãos tremiam enquanto digitava a resposta. "Estava pensando em você."
O vídeo começou a carregar, pixels se formando lentamente até revelar seu rosto. Cabelos escuros caindo sobre a testa, olhos profundos que pareciam me atravessar. Ele sorriu, aquele sorriso que fazia meu estômago apertar.
"Eu também estava pensando em você", disse ele, a voz um pouco rouca. "Não consigo tirar você da minha cabeça."
Minhas pernas se entreabriram instintivamente, o calor começando a se espalhar pelo meu corpo. "Mostra pra mim", pedi, minha voz mais baixa do que esperava.
Ele entendeu imediatamente. A câmera desceu lentamente, revelando seu peito nu, os músculos se movendo enquanto ele se ajustava. Meus dedos traçaram o contorno dos meus seios sobre o tecido fino do meu camisolão. O bico endureceu sob meu toque, um arrepio percorrendo minha espinha.
"Você está tocando em si?", ele perguntou, a câmera voltando para seu rosto. Seus olhos brilhavam de expectativa.
"Sim", confessei. "Estou imaginando que são suas mãos em mim."
Ele gemeu suavemente, um som que percorreu toda a distância entre nós e atingiu o ponto certo em mim. "Se estivesse aí agora", disse ele, "eu começaria pelo seu pescoço. Beijaria lentamente, sentindo seu pulso acelerar sob meus lábios."
Conto erótico: A voz que me possuiMinha mão desceu pelo abdômen, encontrando o tecido molhado entre minhas pernas. "E então?", murmurei, meus dedos pressionando o clitóris através do tecido.
"Então minhas mãos desceriam", ele continuou, sua voz mais baixa, mais intensa. "Lentamente, explorando cada centímetro da sua pele até encontrar seus seios. Eu os tomaria em minhas mãos, sentindo o peso deles, rolando seus mamilos entre meus dedos."
Meus dedos entraram em mim, um gemido escapando de meus lábios. O ritmo de nossa respiração se sincronizou, mesmo separados por quilômetros. A tela diante de mim se tornou uma janela para um mundo onde apenas nós existíamos.
"Estou tão molhada", confessei, meus dedos se movendo mais rápido. "Estou imaginando você aqui, dentro de mim."
Ele gemeu novamente, mais alto desta vez. "Se estivesse aí", disse ele, sua voz tensa de desejo, "eu estaria entre suas pernas agora. Sentindo seu calor, sua umidade me envolvendo."
Meu corpo arqueou, as ondas de prazer começando a se formar. "Não pare", pedi, meus dedos trabalhando freneticamente. "Continue falando."
"Eu entraria em você devagar", ele sussurrou, sua própria respiração ofegante. "Sentindo cada centímetro de você se abrindo para mim. Então começaria a me mover, encontrando seu ritmo, suas necessidades."
O orgasmo me atingiu como uma onda, meu corpo tremendo, meus olhos fechados. Quando os abri, Lucas estava olhando para mim, seu rosto contorcido em prazer enquanto ele também alcançava seu clímax.
Por momentos, apenas nossos sons de respiração preencheram o silêncio. Então ele sorriu, aquele sorriso que tinha me cativado desde nossa primeira conversa.
"Um dia", disse ele, "essa tela não estará mais entre nós."
Eu sorri de volta, meu corpo ainda tremendo. "Estou contando os minutos."
Conto erótico: A voz que me possui
Conto erótico: O alívio proibido do andar vazioConto erótico enviado por Mariana e Rafael.
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