Conto erótico: O sonho proibido

Conto erótico: O sonho proibido

A noite estava abafada, e o ventilador apenas movia o ar quente pelo meu quarto. Eu me revirei na cama, o corpo pesado, a mente cheia de pensamentos que não ousava admitir durante o dia. Foi então que ele apareceu no meu sonho: Rafael, meu colega de trabalho, alto, moreno, com um sorriso que sempre me fazia perder o fôlego.

Na vida real, nunca havíamos cruzado a linha do profissionalismo, mas naquela noite, meu subconsciente não tinha limites.

Estávamos em um quarto que não era o meu, mas que, de alguma forma, parecia familiar. A luz era baixa, apenas um abajur aceso no canto, lançando sombras que dançavam nas paredes. Rafael estava de pé, encostado na cabeceira da cama, os olhos fixos em mim com uma intensidade que me fez tremer. Ele usava apenas uma calça jeans desabotoada, e eu podia ver a linha do abdômen definido, o V que desaparecia sob o tecido.

Você sabe o que eu quero, não sabe? — Sua voz era baixa, rouca, e eu senti um calor imediato entre as pernas.

Não respondi. Não precisava. Meu corpo já estava reagindo, a respiração acelerada, os mamilos duros sob a camisola fina que usava.

Venha aqui. — Ele estendeu a mão, e eu me aproximei, sentindo o cheiro do perfume dele — algo fresco, mas com um toque de especiarias que me deixava tonta.

Seus dedos tocaram meu queixo, levantando meu rosto para encontrar seus lábios. O beijo foi lento no começo, exploratório, mas logo se tornou mais urgente, mais profundo. Suas mãos deslizaram pelas minhas costas, apertando minha bunda com uma posse que me fez gemer.

Você já pensou nisso? — Ele sussurrou, os lábios roçando minha orelha. — Em me deixar te tomar assim?

Meu coração disparou. Nunca havia admitido isso para ninguém, nem mesmo para mim mesma. Mas ali, naquele sonho, não havia espaço para mentiras.

Sim. — Minha voz saiu como um suspiro.

Ele sorriu, um sorriso lento, perigoso, enquanto suas mãos deslizavam pela minha cintura, levantando a camisola sobre minha cabeça. Fiquei nua diante dele, exposta, mas sem vergonha. Seus olhos percorreram meu corpo, como se estivessem memorizando cada curva.

Deite-se. — Sua ordem era suave, mas firme.

Obedeci, sentindo o lençol fresco contra minhas costas. Ele se ajoelhou na cama, os dedos traçando um caminho lento pelas minhas coxas, fazendo-me estremecer.

Conto erótico: O bar e o estranhoConto erótico: O bar e o estranho

Relaxe. — Sua voz era calma, mas eu podia ouvir a tensão nela. — Eu vou cuidar de você.

Senti o toque de seus dedos entre minhas pernas, preparando-me, e um gemido escapou dos meus lábios. Ele não tinha pressa. Cada movimento era calculado, cada toque uma promessa do que estava por vir.

Você está pronta? — Ele perguntou, e eu senti a ponta dos seus dedos pressionando suavemente.

Sim. — Minha voz tremia, mas a certeza era absoluta.

Ele se posicionou atrás de mim, e eu senti o calor do seu corpo cobrindo o meu. Um de seus braços envolveu minha cintura, puxando-me contra ele, enquanto a outra mão guiava-se com cuidado.

Respire. — Ele sussurrou, e eu obedeci, sentindo a pressão aumentar, lentamente, até que ele deslizou para dentro de mim.

O prazer foi intenso, quase avassalador. Cada movimento dele era profundo, controlado, e eu podia sentir cada centímetro preenchendo-me. Minhas unhas cravaram-se no lençol, e um gemido longo escapou dos meus lábios.

Isso. — Sua voz estava tensa, os quadris se movendo em um ritmo constante. — Você é tão apertada… tão perfeita.

Eu não conseguia formar palavras. Cada investida dele me levava mais perto do limite, o prazer se acumulando até se tornar insuportável.

Goza pra mim. — Sua ordem foi o que precisava.

O orgasmo me atingiu como uma onda, forte e incontrolável. Meu corpo tremeu, e eu senti Rafael se entregar ao próprio prazer, os braços me apertando com força enquanto ele gemia meu nome.

Quando acordei, meu corpo ainda tremia, a pele coberta de suor, o coração acelerado. O lençol estava amassado, e eu podia sentir o latejar entre as pernas, uma lembrança viva do sonho que havia acabado de ter.

Sorri no escuro. Talvez fosse apenas um sonho, mas a sensação de desejo, de prazer, era real. E eu sabia que não seria a última vez que deixaria minha mente explorar aqueles desejos proibidos.

Conto erótico: O bar e o estranhoConto erótico: O bar e o estranho
Conto erótico: O encontro no espelho vermelhoConto erótico: O encontro no espelho vermelho

Conto erótico enviado por Juliana R., 30 anos, Rio de Janeiro.

Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
Conto erótico: O sonho proibido
Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)

Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Go up