Conto erótico: A vingança que me curou

Conto erótico: A vingança que me curou

O cheiro do perfume dele ainda impregnava a fronha do travesseiro ao meu lado. O perfume de Clara. A traição não foi um soco no estômago, foi uma faca gelada torcendo lentamente no meu peito.

As mensagens no celular dele eram explícitas, detalhadas, um roteiro pornográfico que eu nunca tinha vivido com ele. Lucas, meu amor, meu parceiro de cinco anos, estava se fodendo com a coleguinha do escritório.

A raiva veio primeiro. Uma onda quente e cega que me fez querer quebrar tudo. Depois, veio a dor, um vazio gelado que ameaçou me engolir. Mas, por trás de tudo isso, uma semente de algo mais escuro e mais poderoso começou a brotar: o desejo por vingança. Uma vingança que não fosse gritar ou chorar. Uma vingança silenciosa, carnal. Uma vingança que ele pudesse sentir na pele.

Peguei meu celular. Meus dedos tremiam enquanto abria o aplicativo de encontros que eu havia deletado anos atrás. Meu perfil estava lá, esquecido no tempo. Uma foto minha na praia, sorrindo, inocente. Menti sobre a minha localização, dizendo estar em um bar movimentado no centro da cidade. A primeira mensagem chegou em menos de um minuto.

"Você parece muito mais interessante que a confusão aqui fora."

O nome dele era Rafael. A foto mostrava um homem barbudo, com olhos profundos e um sorriso desafiador. "Me mostre o quão interessante você pode ser", eu respondi, o coração batendo forte, um misto de medo e empolgação.

A conversa evoluiu rápido. Ele era direto, inteligente, e o desejo dele transbordava das mensagens. "Eu quero te ver. Agora", ele escreveu. "Me dê um endereço."

Eu não pensei duas vezes. Dei o endereço do meu apartamento. O nosso apartamento. Enquanto eu esperava, tirei o vestido que usava no trabalho e coloquei um baby-doll de seda preta, um presente de Natal que Lucas nunca tinha me olhado com desejo. Olhei no espelho. A mulher que olhava de volta para mim não era a mesma de algumas horas atrás. Ela era uma predadora.

A campainha tocou. Meu sangue gelou e ferveu ao mesmo tempo. Abri a porta. Rafael era ainda mais impressionante ao vivo. Ele era mais alto, mais largo, e o olhar dele me percorreu da cabeça aos pés, aprovando, desejando. Ele não perdeu tempo. Assim que a porta se fechou, ele me empurrou contra a parede e seus lábios se encontraram com os meus.

Era um beijo faminto, sem cerimônias. Sua mão subiu pela minha coxa, por baixo do baby-doll, encontrando a calcinha molhada. "Você já está pronta para mim, hein?", ele sussurrou no meu ouvido, a voz um rosnado que me fez tremer. Eu não respondi. Apenas guiei sua mão para o meu clitóris, um convite silencioso.

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Ele me carregou para o quarto, o nosso quarto, e me jogou na cama. Ele tirou a própria camisa, revelando um torso coberto de tatuagens e músculos definidos. Seus olhos nunca se desconectaram dos meus enquanto ele abria meu vestido com os dentes, expondo meus seios. A boca dele se fechou sobre um mamilo, sugando com força, enquanto a outra mão torcia o outro. Eu gritei, um som de dor e puro prazer.

"Você gosta de ser tratada como uma vadia?", ele perguntou, os dedos entrando em mim com brutalidade.

"Sim! Trata-me como uma vadia!", eu gritei de volta, as palavras saindo de um lugar de dor e libertação que eu não sabia que existia.

Ele se desfez do resto da roupa. O pênis dele era enorme, mais grosso e mais longo que o de Lucas, ereto e pulsando. Ele não pediu permissão. Apenas abriu minhas pernas e entrou em mim de uma vez só, até o fundo. O impacto me tirou o fôlego. Foi uma dor deliciosa, uma sensação de ser completamente possuída, preenchida até o limite.

Ele me fodeu sem piedade. Cada golpe era uma punição para Lucas, uma redenção para mim. O colchão batia na parede, meus gemidos eram altos, sem vergonha. Eu queria que os vizinhos ouvissem. Eu queria que o mundo inteiro soubesse que eu estava sendo fodida como eu merecia, como aquela outra mulher estava sendo fodida pelo meu amor.

Ele me virou, me colocando de quatro. A nova ângulo me permitiu senti-lo ainda mais fundo. Suas mãos seguravam meu quadril com força, me puxando contra ele a cada golpe. "De quem é essa buceta?", ele rosnou, dando um tapa na minha bunda.

"É sua! É toda sua!", eu gritei, o orgasma se aproximando como um tsunami. "Ah, merda, estou gozando!"

O prazer me explodiu em ondas, me deixando trêmula, sem forças. Ele continuou por mais alguns golpes profundos, antes de rosnar e explodir dentro de mim, um calor intenso que me marcou.

Ficamos ali por um momento, ofegantes. Ele se deitou ao meu lado e me beijou, um beijo surpreendentemente doce. "Você é incrível", ele disse.

Ele se vestiu e foi embora. Eu fiquei na cama, o corpo dolorido, o cheiro dele e o meu se misturando no ar. Peguei o celular e tirei uma foto, um close do seito marcado no lençol, com um pouco do sêmo dele escorrendo da minha coxa. Enviei para Lucas com uma única frase: "Espero que a coleguinha seja tão boa quanto o estranho que acabou de me deixar assim". Bloqueiei o número. A vingança estava completa. E, pela primeira vez na noite, eu sorri. Um sorriso genuíno.

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Conto erótico enviado por: Bruno e Lara.

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Conto erótico: A vingança que me curou
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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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