Conto erótico: A noite que reescreveu o mapa

Conto erótico: A noite que reescreveu o mapa

O silêncio do meu apartamento nunca pareceu tão alto. Laura estava sentada na minha cama, o vestido de seda azul escuro realçando a palidez da sua pele. A luz da lua, que entrava pela janela, desenhava suaves no seu colo, onde suas mãos repousavam, trêmulas.

"Tem algo que eu preciso te dizer", ela sussurrou, a voz quebrando a quietude. "Algo importante."

Eu me sentei ao lado dela, sentindo o calor do seu corpo mesmo sem tocá-lo. O perfume de jasmim que ela usava era um convite, uma promessa. "Pode falar, Laura. Estou ouvindo."

Ela respirou fundo, e o peito dela subiu, num movimento que prendeu meu olhar. "Eu... eu nunca fiz isso antes. Ainda sou virgem."

A confissão pairou no ar entre nós. Não foi um choque, mas uma revelação que mudou tudo. O meu desejo, que era uma fogueira crepitante, transformou-se em algo mais profundo, mais intenso. A responsabilidade daquele momento pesou, mas de uma forma boa, sagrada.

Eu não disse nada. Em vez disso, peguei a mão dela. A pele estava macia, quase translúcida. Levei-a aos meus lábios e beijei as costas dela, sentindo o pulso acelerado debaixo dos meus lábios. Um tremor percorreu o corpo dela.

"Você tem certeza que é comigo que quer isso?", perguntei, a voz baixa e grave.

Ela apenas assentiu, os olhos brilhando de um misto de nervosismo e desejo. "Estou segura de que é com você."

A partir daquele instante, o mundo lá fora desapareceu. Restamos apenas nós, aquele quarto iluminado pela lua, e a promessa do que estava por vir. Meus dedos deslizaram do pulso dela para o braço, traçando o caminho até o ombro. O tecido do vestido era uma barreira frágil entre nós.

Com um movimento lento, deslizei a alça do vestido para baixo. A seda escorregou pelo ombro dela, revelando a pele lisa e perfeita. Inclinei-me e beijei aquele recém-revelado, sentindo o gosto salgado da sua pele. O suspiro que escapou dos lábios dela foi música para os meus ouvidos.

Meus lábios percorreram uma trilha pelo seu pescoço, mordiscando suavemente a carne sensível. As mãos dela, antes passivas, agora se agarravam às minhas costas, as unhas levemente cravadas na minha camisa. Cada reação dela, cada gemido abafado, alimentava a minha própria excitação.

A outra alça do vestido seguiu o mesmo caminho, e o tecido se acumulou na cintura dela. Meus olhos devoraram a visão dos seios dela, pequenos e perfeitos, com os mamilos já duros, pedindo por atenção. Não me contive. Curvei a cabeça e levei um deles à boca, sugando, roçando a língua no bico duro.

Laura arqueou as costas, pressionando o seio mais contra mim. "Ah, Lucas...", gemeu ela, o meu nome um sussurro de entrega.

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Minha mão deslizou pela cintura dela, encontrando o fecho do vestido. Com um clique, ele se abriu. O tecido sedoso caiu, formando uma poça azul aos nossos pés. Ela estava nua diante de mim, sob a luz da lua, uma deusa vulnerável e poderosa.

Eu a deitei na cama, meu corpo cobrindo o dela, mas sem todo o peso. O contato pele a pele foi uma explosão de sensações. O calor dela, o meu, se misturando. Meus lábios encontraram os dela num beijo profundo, demorado, uma troca de sopro e desejo. Minha língua explorou a boca dela, dançando com a dela, enquanto minhas mãos percorriam cada centímetro do seu corpo.

A tensão no abdômen dela era palpável. Eu sabia que o medo e a antecipação estavam lutando um contra o outro. Cabe a mim transformar o medo em puro desejo.

Minha mão desceu pelo seu estômago liso, chegando ao monte macio entre as pernas. Ela se contraiu por um instante, depois relaxou sob meu toque gentil. Meus dedos encontraram o calor úmido dela, e eu comecei um movimento lento, circular, aprendendo o ritmo dela, os pontos que a faziam gemer mais alto.

"Lucas... por favor...", ela implorou, as pernas se abrindo mais para mim.

Eu me posicionei entre as pernas dela, olhando nos olhos dela. A permissão estava lá, clara e total. Com um cuidado extremo, comecei a entrar nela. A resistência inicial foi um vago lembrete da sua confissão. Parei, dando a ela tempo para se acostumar com a minha presença.

Ela inspirou fundo, e depois soltou o ar num longo suspiro. Seus quadris se moveram, um convite silencioso para continuar. E eu continuei, devagar, muito devagar, até estar completamente dentro dela. A sensação de envolvê-la por completo, de ser o primeiro, foi avassaladora.

O ritmo começou a se construir, não como uma fúria, mas como uma maré crescente. Cada movimento era uma descoberta, uma nova forma de prazer. O corpo dela se adaptava ao meu, os quadris se encontrando num pacto silencioso. O cheiro do nosso suor se misturava ao perfume de jasmim, criando uma aura única e intoxicante.

Os gemidos dela ficaram mais altos, mais urgentes. Eu senti os músculos internos dela começarem a se contrair ao meu redor, um sinal de que ela estava próxima. "Deixe ir, Laura. Sinta tudo", sussurrei no ouvido dela.

Ela obedeceu. O orgasmo a percorreu em ondas, um grito abafado no meu ombro, o corpo todo tremendo. A visão dela se perdendo no prazer foi o meu ponto de ruptura. Segurei-a com força enquanto meu próprio prazer explodia, uma descarga elétrica que me deixou sem fôlego.

Ficamos entrelaçados no escuro, os corpos molhados, as respirações voltando ao normal. Beijei a testa dela, suada. "Você está bem?", perguntei, a voz rouca.

Ela sorriu, um sorriso cansado e satisfeito. "Mais do que bem. Estou inteira."

Conto erótico enviado por: Ricardo e Helena.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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