Conto erótico: O desejo imediato

Conto erótico: O Desejo Imediato

A porta do meu apartamento mal se fechou e ele já estava sobre mim. Sem palavras. Sem preliminares. Apenas o som pesado de nossa respiração e o ruído áspero de nossa roupa sendo arrancada com urgência.

Seus lábios se colaram aos meus, um beijo faminto, que mais parecia uma mordida. Não era sobre romance, era sobre necessidade. Uma fome crua que tínhamos que saciar ali mesmo.

Seu casaco caiu no chão, seguido pela minha blusa. Suas mãos eram firmes, possessivas, deslizando pelas minhas costas, desabotoando meu sutiã com uma expertise que me deixou sem fôlego.

Ele me ergueu, minhas pernas se envolvendo instintivamente em sua cintura enquanto me carregava até a parede mais próxima. O impacto foi suave, mas o choque de seu corpo contra o meu foi um relâmpago.

"Eu te quero desde que te vi hoje", ele rosnou contra meu pescoço, seus dentes roçando a pele sensível e fazendo um gemido baixo escapar de minha garganta. "Não consigo pensar em mais nada."

"E não pense", respondi, puxando seu cabelo para forçá-lo a me beijar novamente. Queria a mesma coisa. Queria esquecer o dia, o mundo, tudo, e me perder apenas na sensação dele.

Ele me segurava contra a parede, uma de suas mãos descendo pela minha barriga, abrindo o botão da minha calça. Seus dedos mergulharam sob o tecido, encontrando o calor que já esperava por ele. A ponta de um dedo roçou meu clitóris, e meu corpo inteiro tremeu. "Você já está molhada", ele sussurrou, um tom de surpresa e triunfo na voz.

"É todo seu", eu disse, e era a verdade.

Com um movimento rápido, ele virou, nos jogando sobre o sofá. Ele ficou de pé por um instante, apenas me olhando, seu peito subindo e descendo. Seus olhos queimavam com uma intensidade que quase me doía. Ele se desfez do resto de suas roupas, revelando um corpo duro e pronto.

Eu me contorci no sofá, tirando o resto das minhas próprias roupas, ansiosa por senti-lo.

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Ele se ajoelhou entre minhas pernas, não perdendo tempo. Não houve beijos descendo, nem carícias exploratórias. Ele se posicionou e entrou em mim com um único golpe profundo e forte. Gritei, uma mistura de dor e prazer intenso que me arrepiou da cabeça aos pés.

Ele parou por um segundo, me deixando me ajustar, meus músculos se contraindo ao redor dele.

"Pronta?", ele perguntuou, a voz tensa.

Eu só consegui assentir, meu cérebro incapaz de formar palavras.

E então ele começou a se mover. O ritmo era imediato, brutal. Cada movimento era profundo, poderoso, batendo no fundo de mim. Não havia delicadeza, havia apenas o som de nossa pele batendo, nossos gemidos abafados e o cheiro do sexo no ar. Era feral, primal, exatamente o que ambos precisávamos.

Minhas pernas se apertaram em sua cintura, puxando-o para mais fundo, pedindo mais. Ele entendeu. Pegou minhas pernas e as colocou sobre seus ombros, abrindo-me completamente, permitindo que ele chegasse ainda mais longe.

O novo ângulo foi devastador. Eu não aguentava. O prazer se acumulava, uma onda gigantesca se formando dentro de mim.

"Olhe para mim", ele ordenou. Eu forcei meus olhos a se abrirem, a encontrá-lo. "Venha para mim. Agora."

A ordem foi meu gatilho. A onda quebrou. Meu corpo arqueou, um grito de prazer puro rasgando minha garganta enquanto o orgasmo me sacudia violentamente. Ele me seguiu segundos depois, rosnando meu nome enquanto se entregava, seu corpo pulsando dentro de mim.

Ele desabou sobre mim, nosso peso se misturando, ofegantes. Não falamos por um longo tempo, apenas ouvindo nossos corações voltarem a um ritmo normal. A intensidade deu lugar a uma calma satisfatória. Às vezes, tudo o que você precisa é de um desejo direto, sem rodeios.

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Conto erótico enviado por Thiago.

Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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