Se tocar é errado?

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Masturbação feminina não faz mal à saúde segundo especialistas. Veja os mitos, os cuidados e como saber se o hábito está saudável.

Não, se tocar não é errado, e não há evidência de que a masturbação cause dano físico ou mental. Esse é o consenso nas fontes de saúde e sexologia que consultei. O que costuma pesar na pergunta não é a saúde, e sim a culpa que a pessoa carrega.

Conteúdo
  1. De onde vem a ideia de que é errado
    1. O que ela pode trazer
    2. Quando o hábito merece atenção
    3. Cuidados práticos
    4. E a culpa?
    5. Fontes externas de pesuisa

De onde vem a ideia de que é errado

A masturbação feminina é historicamente tratada com mais repressão do que a masculina. Uma fonte médica brasileira aponta que, em alguns casos, a repressão na infância e na adolescência é tão forte que muitas mulheres crescem sem criar o hábito de se tocar. Os mitos que surgiram desse tabu vão de “faz mal” a “faz perder a virgindade”, e não têm base científica.

Uma sexóloga citada no Correio Braziliense afirma que não há evidência de que a masturbação cause danos físicos ou mentais e que o “excesso” é subjetivo.

O que ela pode trazer

Especialistas associam a masturbação a autoconhecimento: saber o que dá prazer ajuda a comunicar isso ao parceiro ou à parceira. Há também relatos de relaxamento pela liberação de hormônios como endorfina e ocitocina. Tome isso como benefício possível, e não obrigatório.

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Uma psicóloga sexóloga lembra que ninguém precisa se masturbar e que o importante é entender o que bloqueia quem não o faz.

Quando o hábito merece atenção

A pergunta útil não é “quantas vezes”, e sim se o hábito interfere na vida. Para especialistas ouvidos pelo G1, o critério central é a interferência na vida social, afetiva ou profissional, ou o sofrimento contínuo. Três perguntas ajudam:

  • Eu deixo de cumprir compromissos por causa disso?
  • Sinto sofrimento ou culpa intensa depois?
  • Tentei reduzir e não consegui?

Se a resposta for “sim” para alguma delas, um psicólogo ou sexólogo pode ajudar. Isso não significa que o hábito seja errado em si.

Cuidados práticos

A principal fonte de problema, segundo a literatura que consultei, é a penetração com objetos que não foram feitos para isso. Use apenas itens próprios, limpos e seguros. Lave as mãos e os brinquedos. Sinais como dor, ardência persistente ou feridas que não somem em 24 horas, segundo um urologista citado pelo Catraca Livre, merecem consulta com ginecologista ou urologista.

E a culpa?

Questões morais ou religiosas pertencem a cada pessoa e merecem respeito. Mas separe os dois planos: do ponto de vista da saúde, não há problema comprovado. Se a culpa gera sofrimento, conversar com um profissional de psicologia ou sexologia costuma ajudar mais do que tentar resolver sozinha.

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Fontes externas de pesuisa

  • Salama et al., “Nature and origin of ‘squirting’ in female sexuality”, J Sex Med, 2015 (PubMed 25545022)
  • Gazeta SP, “Masturbação faz mal à saúde?” e MD.Saúde, “Masturbação”
  • Correio Braziliense (blog Daquilo), benefícios da masturbação feminina
  • UFPR (acervo digital), pesquisa sobre jambu e espilantol
  • Descrições de produtos: Drogasil (Pico Pulse, Lubri-Fik) e Beleza na Web (Sugalik, Suga+)

Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Sexualidade temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)

Suellen Gomes

Suellen Gomes é pesquisadora e criadora de conteúdo voltada para o universo da sensualidade, bem-estar sexual e autoestima. À frente do Fetiche em pé, trabalha na desmistificação de fetiches e fantasias, promovendo um diálogo seguro, consensual e informativo sobre a liberdade de expressão corporal. Sua missão é empoderar pessoas através do conhecimento e do respeito aos próprios desejos.

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