
Conto erótico: Noites de Boston e o sabor do desejo proibido

A chuva batia nas janelas do apartamento em Beacon Hill como se a cidade inteira respirasse pesado. Era daquele tipo de noite que faz a pele formigar, o ar úmido colando a camisa no corpo, revelando cada curva, cada tensão.
Eu nunca tinha sentido tanto calor em fevereiro, mas ali, entre as paredes de tijolos aparentes e o cheiro de café recém-feito, o termômetro parecia irrelevante. O que importava era o jeito como seus dedos, longos e seguros, deslizavam pelo meu braço enquanto eu servia o vinho. Ele se chamava Daniel, um advogado de ternos impecáveis e olhares que prometiam mais do que argumentos em tribunal.
— Você sempre recebe clientes assim? — perguntou, a voz rouca cortando o silêncio entre um gole e outro.
— Só os que sabem apreciar o que está além do cardápio — respondi, deixando o copo de lado. Meus lábios roçaram a borda, propositalmente devagar. O som do líquido escorrendo pela garganta foi quase um convite.
Ele não era o tipo que pedia permissão. Em segundos, estava atrás de mim, a mão firme na minha cintura, puxando meu corpo contra o dele. Senti o calor através da seda do vestido, a pressão do seu desejo inegável. Boston podia ser fria, mas ali, entre nós, ardia um fogo que nem o inverno mais rigoroso apagaria.
— E se eu quiser provar tudo? — murmurou, os lábios quentes no meu pescoço.
Não respondi com palavras. Virei-me, encostando-o na parede, e deixei que minhas unhas traçassem um caminho pela sua nuca, descendo até os botões da camisa. Cada um deles cedia com um estalo suave, revelando a pele morena, o peito definido por horas na academia e noites sem sono.
Daniel gemeu baixo quando minha boca encontrou o seu, um beijo que não era doce, mas urgente, molhado, cheio de promessas que não precisavam ser ditas.
— A cozinha é grande — sussurrei, mordiscando seu lábio inferior. — Mas a mesa é melhor.
Ele não precisou de mais incentivo. Com um movimento rápido, limpou a superfície de madeira com o braço, derrubando uma taça que se estilhaçou no chão. O barulho deveria ter nos alertado, mas só aumentou a excitação. Me sentou sobre a mesa, as mãos sob minhas coxas, puxando-me para a beirada. O vestido subiu, o ar frio da sala encontrando o calor entre minhas pernas.
— Você é perigosa — disse, os dedos explorando a renda da minha calcinha.
— E você, um mentiroso — provoquei, arqueando as costas quando seus dedos encontraram o que procuravam. — Advogados não gostam de riscos.
— Nunca disse que era bom — respondeu, antes de afundar a cabeça entre minhas coxas.
Conto erótico: Noites quentes em MiamiO primeiro toque da língua foi elétrico. Fechei os olhos, as mãos enterradas nos seus cabelos escuros, enquanto ele explorava cada centímetro como se memorizasse um contrato. Não havia pressa, mas também não havia espaço para hesitação.
Cada lambida, cada sucção, era uma cláusula selada com prazer. Minhas unhas marcavam seus ombros, o corpo tremendo quando ele encontrou o ritmo certo, aquele que fazia meus quadris se levantarem sem controle.
— Daniel — o nome saiu como um gemido, um pedido, uma ordem.
— Shhh — ele subiu, capturando minha boca novamente, e senti o gosto de mim mesma nele. — Deixa eu te mostrar como se faz justiça em Boston.
Não houve aviso quando me vi deitada sobre a mesa, as pernas enroladas na sua cintura, a camisa aberta revelando o torso musculoso. Ele entrou em mim com um único movimento, profundo e possessivo, e o mundo se reduziu àquele ponto de contato, àquele calor queimando qualquer resto de sanidade.
A mesa rangeu a cada investida, o som se misturando aos nossos suspiros, aos gemidos abafados contra a pele.
— Mais — exigi, as unhas cravando-se nas suas costas.
Ele obedeceu. Cada estocada era mais intensa que a anterior, o suor colando nossos corpos, o cheiro de sexo e vinho derramado enchendo o ar. Não havia espaço para pensamentos, só para sensações: o atrito, a pressão, a maneira como ele sussurrava meu nome como se fosse uma oração.
O orgasmo veio como uma onda, arrastando-me para um lugar onde só existia ele, a mesa embaixo de mim e o som da chuva como trilha sonora. Daniel não demorou a seguir, o corpo tenso antes de se render, o nome dele escapando dos meus lábios em um suspiro longo e satisfeito.
Quando finalmente nos separamos, ofegantes, a realidade voltou aos poucos. A taça quebrada no chão, o vinho manchando a madeira, o vestido amassado. Mas nenhum de nós se importou. Boston poderia esperar. Ali, naquela cozinha, só importava o gosto do desejo saciado e a certeza de que aquela não seria nossa última noite.
— Acho que vou precisar de mais aulas — disse ele, passando os dedos pelo meu cabelo desgrenhado.
Sorri, mordendo o lábio ainda inchado.
— Advogados sempre querem negociação.
Conto erótico: Noites quentes em Miami
Conto erótico: O voo proibido com o homem de açoConto erótico enviado por Mariana V., uma escritora que acredita que as melhores histórias acontecem entre quatro paredes e um copo de vinho.
Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
Conto erótico: Noites de Boston e o sabor do desejo proibido
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