Conto erótico: Prazer ao amanhecer em Florianópolis

Conto erótico: Prazer ao amanhecer em Florianópolis

O sol ainda mal despontava sobre as ondas de Jurerê Internacional quando a areia quente colou em meus pés descalços. O cheiro de sal misturado ao protetor solar barato me fez sorrir. Era cedo, mas o calor já prometia ser insuportável. Foi então que a vi.

Clara, loira dos cabelos quase brancos, esticava os braços sobre a toalha xadrez, as curvas generosas pressionando o biquíni fio dental vermelho. A pele leitosa brilhava com gotas de água salgada, e o jeito como mordia o lábio inferior ao ajustar os óculos escuros não deixava dúvidas: ela sabia exatamente o efeito que causava.

Alemã, pelo sotaque arrastado que escutei mais tarde, e pelo modo como pronunciava meu nome como se fosse um pecado delicioso.

— Você sempre acorda tão cedo assim? — perguntei, sentando-me a um metro de distância, propositalmente perto demais para um estranho.

Ela virou a cabeça devagar, os olhos verdes me avaliando de cima a baixo. O sorriso foi lento, quase preguiçoso.

— Só quando vale a pena — respondeu, passando a língua pelos dentes antes de tomar um gole de água gelada. Um filete escorreu pelo queixo, descendo pelo pescoço até desaparecer entre os seios. — E você, brasileiro, costuma invadir o espaço das pessoas?

— Só quando elas parecem estar pedindo por isso — rebati, deixando meu olhar deslizar pelas pernas longas, a marca do maiô ainda visível na pele. — Ou quando o mar está tão convidativo.

Clara riu, um som gutural que me fez apertar as coxas. Ela sabia. Sabia que eu estava imaginando como seria ouvir aquele riso enquanto ela cavalgava em cima de mim, as unhas afundando em meus ombros.

— Convidativo, hein? — repetiu, jogando o cabelo para trás. — Acho que você confunde convite com oportunidade.

— Talvez — admiti, inclinando-me para pegar minha garrafa. Nossos dedos roçaram. Um choque elétrico, ou pelo menos foi o que meu corpo interpretou. — Mas oportunidade é para quem sabe aproveitar.

Ela não se afastou. Pelo contrário, cruzou as pernas de forma que o tecido do biquíni afundou ainda mais entre as coxas. Meu sangue ferveu.

— E o que você faria com uma oportunidade dessas? — desafiou, a voz baixa, quase engolida pelo barulho das ondas.

Não respondi com palavras. Em vez disso, deixei minha mão “acidentalmente” escorregar sobre a dela ao passar a garrafa de volta. A respiração dela falhou. Gotas de suor — ou seria desejo? — brilhavam na linha do decote.

— Mostrar a você que praias catarinenses têm mais do que só paisagem — sussurrei, aproximando meu rosto do dela. O hálito quente misturou-se ao cheiro de coco do bronzeador. — Você já gozou com o som das ondas batendo, Clara?

Os olhos dela escureceram. Não foi um sim, mas o jeito como ela lambeu os lábios novamente foi resposta suficiente.

— Não aqui — murmurou, mas o corpo traía a ordem. Os mamilos endurecidos pressionavam o tecido, implorando por atenção.

— Então onde? — perguntei, traçando um círculo com o polegar na palma da mão dela. Ela estremeceu.

— Minha pousada fica a cinco minutos daqui. Quarto no último andar. Vista para o mar.

Não precisou dizer mais nada.

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A porta mal havia fechado quando Clara me empurrou contra a parede, os lábios colados aos meus com uma urgência que me deixou tonto. Suas mãos, ágeis, desamarraram meu short enquanto eu arrancava o biquíni dela com os dentes.

A pele nua, quente, colou-se na minha no segundo em que nos encostamos. Ela gemeu quando minha mão encontrou o calor úmido entre as coxas, os dedos deslizando sem resistência.

— Você é ainda mais safada do que parece — rosnei contra sua boca, sentindo como ela se apertava em volta dos meus dedos.

— E você, mais atrevido — respondeu, mordendo meu lábio inferior até doer. — Agora cala a boca e me faz gozar, ou eu arranjo outro alemão para isso.

Não era uma ameaça. Era um convite.

Levei-a até a cama, mas não a deitei. Em vez disso, virei-a de costas para mim, pressionando seu corpo contra o vidro frio da sacada. Clara arqueou as costas, oferecendo-se, enquanto eu afundava os dentes na curva do pescoço.

— Olha — ordenei, apontando para o horizonte onde o sol nascia sobre o oceano. — Quero que você veja o amanhecer enquanto eu te fodo.

Ela obedeceu, as mãos espalmadas no vidro, o corpo tremendo quando entrei nela de uma vez só. Clara era apertada, quente, e cada gemido seu era engolido pelo barulho das ondas lá embaixo. Movimentei-me devagar a princípio, saboreando a maneira como ela se contraía em volta de mim, até que seus suspiros viraram súplicas.

— Mais forte — exigiu, empurrando o quadril contra o meu. — Não tenho paciência para carinho hoje.

Sorri. Essa mulher era fogo puro.

Aumentei o ritmo, cada estocada fazendo os seios dela balançarem, a respiração embaçando o vidro. Uma mão desceu até o clitóris, e o gemido que escapou dos lábios dela foi quase um grito.

— Assim, genau so — sussurrou em alemão, as unhas riscando o vidro. — Não para.

E eu não parei. Não até sentir os músculos dela se contraírem ao meu redor, não até os gemidos se transformarem em um grito abafado, não até ela gozar com tanta força que suas pernas tremiam. Só então deixei-me ir, enterrando o rosto no pescoço dela enquanto o orgasmo me varria com a mesma intensidade do mar lá fora.

Depois, deitados na cama desfeita, Clara traçou círculos distraidamente no meu peito.

— Acho que vou estender minha estadia — disse, a voz rouca.

— Bom — respondi, beijando o topo da cabeça dela. — Porque eu ainda não terminei de te mostrar Florianópolis.

Ela riu, e dessa vez, o som foi leve. Satisfeito.

— Tomara que você tenha mais truques na manga, brasileiro.

--- Conto erótico enviado por Marcos V., 32, que prefere não revelar o sobrenome.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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