Conto erótico: Contos gays perfeitos para uma leitura solitária e intensa!

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A chuva batia suave nas janelas do apartamento em Copacabana, enquanto eu observava as gotas deslizarem como dedos tímidos sobre o vidro. O ar estava carregado, não só pela tempestade, mas pela expectativa. Ele chegaria em dez minutos.

Dez minutos que pareciam uma eternidade desde que nossos olhares se cruzaram no bar, há duas noites.

Lembrei do jeito como seus lábios se curvaram ao provar o gin tónico, do modo como os dedos brincaram com o copo, úmidos não só pelo gelo, mas por algo mais profundo. Não trocamos mais que meia dúzia de palavras, mas foi o suficiente. Um convite silencioso, um acordo selado com um toque acidental no balcão.

A campainha soou. Respirei fundo antes de abrir a porta.

Ele estava lá, mais alto do que lembrava, o cheiro de colônia cítrica misturado à umidade da noite. Seus olhos, escuros como a noite sem lua, fixaram-se nos meus enquanto eu recuava, dando espaço para que entrasse. A porta fechou-se com um clique suave, e de repente, o mundo lá fora deixou de existir.

— Você tem um gosto interessante em música — disse ele, indicando com a cabeça os vinis empilhados na estante. A voz, grave e aveludada, fez minha pele formigar.

— Só ouço o que me faz sentir vivo — respondi, aproximando-me. O espaço entre nós era mínimo, mas suficiente para que a tensão crescesse como uma onda prestes a quebrar.

Seus dedos roçaram os meus ao pegar um disco. Não foi acidente. Eu sabia. Ele sabia. O ar entre nós esquentou.

— E o que te faz sentir vivo, agora? — perguntou, virando-se de repente, tão perto que nosso hálito se misturou.

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Não respondi com palavras. Minhas mãos encontraram sua cintura, puxando-o contra mim. A boca dele foi ao meu encontro antes que o pensamento se completasse, quente e exigente. Um gemido escapou de nós dois, abafado pelo som da chuva e pelo ritmo acelerado de nossos corações.

As roupas caíram no chão como cascas desnecessárias. Cada toque era uma descoberta, cada suspiro uma confissão. Suas mãos, firmes e quentes, mapearam meu corpo como se memorizassem cada curva, cada arrepio. Quando seus lábios desceram pelo meu pescoço, mordiscando a pele sensível, senti o mundo girar.

— Você é ainda mais lindo do que imaginei — murmurou contra minha clavícula, enquanto suas mãos exploravam mais abaixo.

Eu não conseguia formar palavras. Só conseguia sentir: o peso do seu corpo sobre o meu, a maciez da cama sob nossas costas, o calor úmido de nossas peles coladas. Quando finalmente nos unimos, foi com uma urgência que beirava a dor, mas também com uma doçura que me fez esquecer tudo, menos aquele momento.

Os movimentos eram lentos no início, quase reverentes, como se temessem quebrar o feitiço. Mas logo a necessidade tomou conta. Nossos corpos dançavam um ritmo antigo, instintivo, até que o prazer explodiu em ondas quentes, arrastando-nos para um silêncio compartilhado.

Depois, deitados lado a lado, ouvindo a chuva que agora caía mais suave, ele traçou círculos distraidamente em meu peito.

— Acho que o Rio nunca vai ser o mesmo pra mim — disse, e eu sorri, sabendo exatamente o que queria dizer.

Porque algumas noites não são só noites. São marcas na pele, memórias queimadas a fogo lento, promessas que não precisam de palavras.

Conto erótico enviado por Rafael, 32, designer e amante das noites cariocas que sabem a sal e desejo.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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