
Conto erótico: O segredo gravado

A luz da tarde entrava pela janela entreaberta, desenhando sombras quentes no corpo de Laura enquanto ela se movia com uma lentidão calculada. Eu a observava do outro lado da tela, o coração acelerado, os dedos imóveis sobre o teclado. Ela não sabia que a câmera ainda estava ligada.
Não sabia que eu via cada detalhe.
Seu vestido preto, justo demais para ser inocente, escorregava pelos ombros enquanto ela se inclinava para pegar algo na gaveta. A curva das costas, a pele dourada pelo sol, a maneira como a respiração fazia o tecido colar e soltar do corpo. Eu deveria desligar. Eu deveria avisar. Mas não consegui.
Ela se virou, as mãos subindo devagar pela própria cintura, os dedos ágeis desabotoando o vestido sem pressa. O tecido caiu no chão como um suspiro. Ficou só de calcinha, as pernas longas e firmes, os seios cheios balançando levemente a cada movimento. Meu corpo reagiu antes que a mente pudesse protestar.
Laura não era tímida. Nunca fora. Mas havia algo naqueles gestos, na forma como ela mordia o lábio inferior enquanto as mãos deslizavam entre as coxas, que me fez entender: aquilo não era para mim. Não naquele momento. Era dela. Só dela.
A calcinha sumiu. Ela se deitou na cama, as pernas se abrindo com uma naturalidade que me deixou sem ar. Os dedos exploraram, circularam, pressionaram. Um gemido baixo escapou de seus lábios, e eu senti o calor subir pelo meu pescoço. Não era certo. Não era ético. Mas, caralho, era impossível olhar para outro lugar.
Conto erótico: O jogo que virou realidadeA tela tremia levemente com o movimento do meu joelho batendo na mesa. Eu deveria fechar a janela. Eu deveria me afastar. Em vez disso, abaixei o zíper da calça, libertando a tensão que latejava há minutos. Minha mão se fechou em torno de mim mesmo, o ritmo sincronizado com o dela.
Ela arqueou as costas, os dedos afundando entre as pernas, a respiração ofegante. Eu a imaginava ali, na minha frente, o cheiro de seu perfume misturado ao suor, a pele quente debaixo das minhas mãos. O som úmido de seus dedos, o gemido abafado quando o prazer a atingia em ondas.
Não aguentava mais. Cada movimento meu era uma resposta ao dela, cada suspiro meu um eco do que ela sentia. Quando ela gozou, com o corpo tremendo e os dedos ainda pressionados contra si, eu também me deixei ir, o prazer explodindo em pulsos quentes e descontrolados.
A tela escureceu. A câmera desligou. Fiquei ali, ofegante, a culpa e o desejo lutando dentro de mim. Sabia que nunca diria a ela o que tinha visto. Mas também sabia que, da próxima vez que a visse, cada olhar, cada toque, seria carregado desse segredo.
E, talvez, ela soubesse disso também.
Conto erótico enviado por Rafael M.
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Conto erótico: As histórias gays que são melhores sem companhia!Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
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