
Conto erótico: O alívio entre as paredes do banheiro da faculdade

Era terça-feira, aquele dia interminável de provas e prazos apertados. O ar-condicionado da sala 204 chiava, misturando-se ao murmúrio das canetas riscando papel e ao meu próprio pensamento, que insistia em divagar. A tensão acumulada nas costas, nos ombros, na nuca — e, principalmente, entre as pernas.
Eu precisava de um intervalo. Não qualquer intervalo: um daqueles momentos roubados, onde o mundo lá fora deixava de existir e só restava o meu corpo, a minha respiração, o meu desejo por alívio.
O banheiro do terceiro andar era o meu refúgio. Pouco frequentado, com azulejos frios e uma porta que rangia ao fechar. Entrei, trancei a chave com um clique seco e encostei as costas na parede. O espelho embaçado refletia minha imagem: camisa social desalinhada, gravata frouxa, o cinto já afrouxado antes mesmo de eu decidir o que faria.
Não havia tempo para hesitação.
As mãos, que há minutos seguiam linhas de teoria em apostilas, agora desciam pelo meu torso, ágeis, famintas. Os dedos tremiam levemente ao desabotoar a calça, ao puxar o zíper com um som metálico que ecoou no espaço vazio. O boxe ao lado, vazado, me lembrava do risco — e isso só tornava tudo mais excitante.
O primeiro toque foi elétrico. Fechei os olhos, mordi o lábio inferior. A pele quente, sensível, reagia a cada movimento circular, cada pressão calculada. Não era só alívio; era uma rebelião silenciosa contra a rotina, contra as regras, contra a voz do professor ecoando no corredor: "A prova é individual, sem consulta."
Sem consulta? Aqui, eu consultava apenas o meu próprio corpo.
Conto erótico: Aquele momento de alívio no banheiro da faculdadeA respiração ficou mais curta, mais alta. Um gemido abafado escapou quando a ponta dos dedos encontrou o ponto certo, aquele que fazia os músculos das coxas se contraírem. Imaginava mãos alheias — talvez daquela morena da primeira fileira, que sempre cruzava as pernas devagar, como se soubesse o efeito que causava. Mas hoje não havia espaço para fantasias complexas. Hoje, era só eu, a parede fria nas costas e o som úmido de prazer se acumulando.
O ritmo acelerou. Os quadris empurraram para frente, como se buscassem algo além do toque. A outra mão subiu, agarrou o cabelo, puxou. Um suspiro rouco, quase um nome, quase um pedido. Os dedos apertaram mais, o movimento ficou mais urgente, mais desesperado.
E então — o clímax.
Um tremor percorreu a coluna, os joelhos fraquejaram. A respiração parou por um segundo, o mundo girou. Quando abri os olhos, o banheiro continuava o mesmo: azulejos brancos, luz fluorescente, o cheiro de sabonete barato. Mas eu não.
Ajustei a roupa com mãos ainda trêmulas, passei água fria no rosto. No espelho, um sorriso satisfeito, quase culpado. O estresse? Sumido. A prova? Podia esperar mais cinco minutos.
Saí do banheiro, o corredor vazio me cumprimentando com silêncio cúmplice. A faculdade continuava lá, com suas regras e prazos. Mas, por alguns minutos, eu tinha sido livre.
Conto erótico enviado por Lucas R., 24 anos, estudante de Direito.
Conto erótico: Aquele momento de alívio no banheiro da faculdade
Conto erótico: A pausa que refrescaEspero que tenha curtido o conteúdo sobre:
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