
Conto erótico: Tesão no frevo em Recife

A noite caía sobre o Marco Zero como um suspiro quente, úmido, carregado do cheiro de mar e suor. O frevo pulsava nas ruas, arrastando corpos em ritmo alucinado, e eu, entre eles, sentia a pele arder sob o vestido colado ao corpo. Não era só a música.
Era ele. O olho verde-claro, a boca entreaberta, as mãos que já haviam me tocado em sonhos que eu não confessava nem para mim mesma.
— Você veio sozinha, morena? Sua voz rouca cortou o ar, mais íntima que o som dos pífanos.
— Acho que não — respondi, passando a língua pelos lábios secos. O sal do ar misturava-se ao gosto do meu batom.
Ele se aproximou. O cheiro de cachaça e cravo invadiu meus sentidos. Um dedo traçou a curva da minha cintura, descendo até a saia rodada que mal cobria minhas coxas.
— Dança comigo.
Não era um pedido.
O frevo explodiu em redobrados, e nossos corpos colaram como se fossemos um só. Sua coxa entre as minhas, a palma da mão pressionando minha bunda, os dedos afundando na carne. Cada movimento era um convite, uma promessa.
A multidão ao redor desapareceu. Só existia o calor entre nós, o atrito do tecido, o arrepio quando sua boca roçou meu pescoço.
— Cê tá molhada, não tá? — sussurrou, e eu senti o volume duro contra minha barriga.
Conto erótico: Orgia na Amazônia, o Pará e a gozada no rioNão respondi. Em vez disso, empurrei-o contra a parede de um beco escuro, onde as luzes dos trios elétricos mal chegavam. Minhas unhas cravaram-se em seus ombros enquanto sua língua invadia minha boca, violenta e doce. O gosto de cerveja, de desejo acumulado.
— Quero você. Agora.
Ele não hesitou. As mãos subiram minha saia, arrancaram a calcinha de renda. Um gemido escapou quando seus dedos me encontraram já encharcada, os dedos deslizando entre os lábios inchados.
— Porra, Clara… — Sua voz quebrou.
Não havia mais dança. Havia só o som úmido de seus dedos me preparando, o latejar do meu clitóris sob o toque circular, a pressão insuportável. Quando ele me levantou, encostando minhas costas na parede, senti o pau grosso e quente contra a entrada. Um empurrão seco, e ele estava dentro, esticando-me, enchendo-me até doer.
— Meu Deus — arfei, as unhas riscando suas costas.
Cada investida era um ritmo novo, mais rápido que o frevo, mais sujo, mais nosso. O suor escorria entre os seios, a bunda latejava a cada golpe. Sua boca sugou meu mamilo através do vestido, e eu gozei com um grito abafado, as pernas tremendo ao redor de sua cintura.
Ele não parou. Continuou me fodendo com uma fúria que combinava com a noite, até que seu corpo enrijeceu, o pau pulsando dentro de mim. Um jorro quente, profundo, e então o silêncio — só nossas respirações ofegantes, o cheiro de sexo no ar.
— Ano que vem a gente repete — murmurou, ainda dentro de mim, enquanto o frevo ecoava ao longe.
Sorri. Recife tinha seus segredos. E eu, os meus.
Conto erótico: Orgia na Amazônia, o Pará e a gozada no rio
Conto erótico: Suruba gelada no ParanáConto erótico enviado por Mariana, 29, professora de dança e nativa do Carnaval de Olinda.
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