
Conto erótico: O voo proibido com o homem de aço

A noite em Metrópolis era úmida, o ar pesado com a promessa de algo mais do que apenas chuva. Eu estava no terraço do Daily Planet, o vestido colado à pele, o tecido fino revelando mais do que escondia. A cidade brilhava abaixo de mim, mas meus olhos só buscavam um ponto no céu. Sabia que ele viria.
Clark Kent nunca foi apenas o repórter desajeitado que fingia ser. Eu, Lois Lane, conhecia cada músculo escondido sob aquelas camisas socialmente aceitáveis, cada suspiro contido quando nossos olhares se cruzavam por um segundo a mais. Mas hoje não era dia para fingimentos. Hoje, eu queria o Superman.
O vento bagunçou meus cabelos quando ele pousou atrás de mim, silencioso como só um deus poderia ser. Seu calor irradiava antes mesmo que sua sombra se projetasse sobre o chão. Não precisei virar para saber que era ele. O cheiro de ozônio e algo selvagem, quase metálico, me envolveu.
“Você deveria estar dentro, Lois. Não é seguro aqui fora.”
Sua voz era grave, um rugido abafado que vibrou direto entre minhas pernas. Virei devagar, encostando no parapeito, os dedos brincando com a borda do vestido.
“E se eu não quiser segurança?”
Seus olhos, azuis como o céu que ele dominava, queimaram com uma intensidade que não era humana. A mão dele se fechou ao lado da minha, os nós dos dedos brancos de tão forte que segurou a pedra. Eu sabia o que aquele aperto significava. Ele estava lutando contra si mesmo.
“Você não sabe o que está pedindo.”
Sorri, aproximando meu corpo do dele. O calor que emanava de sua pele era quase insuportável, mas eu queria mais. Precisava.
“Eu sei exatamente o que quero, Clark. Ou devo chamar de Superman?”
Um growlow escapou de sua garganta quando minha mão deslizou sobre o peito dele, sentindo o coração bater sob o tecido do uniforme. Não era o ritmo constante de um homem comum. Era selvagem, acelerado, como se estivesse prestes a explodir.
“Isso não é certo.”
“Nada do que eu sinto por você é certo”, murmurei, puxando-o pelo colarinho. “Mas isso não torna menos real.”
Seus lábios encontraram os meus com uma fome que me deixou sem fôlego. Não foi um beijo. Foi uma reivindicação. Sua língua invadiu minha boca, quente e exigente, enquanto suas mãos desciam pelas minhas costas, apertando minha cintura até me levantar. Meus pés saíram do chão, mas eu não me importei. Com ele, eu sempre estaria segura.
Ele me pressionou contra a parede do prédio, o corpo duro como aço contra o meu. Senti cada centímetro dele, cada músculo tenso, cada respiração ofegante. Suas mãos subiram pelas minhas coxas, levantando o vestido até a cintura. O ar frio da noite beijou minha pele exposta, mas eu só queimava.
“Você tem ideia do que faz comigo?”, ele rosnou, os dentes afundando levemente em meu pescoço.
Conto erótico: Noite em EdinburghGemidos escaparam dos meus lábios quando seus dedos encontraram o que tanto desejavam. Não houve delicadeza. Só necessidade. Ele me tocou como se fosse morrer se não o fizesse, como se eu fosse a única coisa que poderia saciar a sede que o consumia há anos.
“Clark…”, ofeguei, minhas unhas cravando em seus ombros.
“Superman”, ele corrigiu, a voz rouca. “Aqui, agora, sou apenas isso.”
E então ele provou que estava certo.
Seus lábios desceram pelo meu corpo, cada beijo uma promessa, cada mordida uma ameaça. Quando sua boca encontrou o centro da minha necessidade, eu arqueei, perdida em sensações que só ele poderia proporcionar.
Não era humano o que ele fazia comigo. Era sobrenatural. Seus dedos, sua língua, tudo movido por uma força que ia além da física. Eu gritava seu nome, as estrelas acima de nós testemunhas silenciosas do nosso pecado.
Quando não aguentava mais, quando meu corpo tremia à beira do colapso, ele me segurou com um braço só e, com o outro, rasgou o que restava de barreira entre nós. O primeiro empurrão foi brutal, perfeito. Ele me encheu de uma só vez, e eu o recebi com um grito abafado, minhas pernas enlaçando sua cintura.
Cada movimento era uma tempestade. Cada investida, um terremoto. Ele não era gentil. Não podia ser. Anos de desejo reprimido explodiram naquela noite, e eu era a única sorteada para sentir tudo.
“Mais”, exigi, cravando os calcanhares em suas costas.
Ele obedeceu.
O mundo desapareceu. Só existia ele, eu, e o som dos nossos corpos colidindo, do meu nome em seus lábios como uma prece, do seu em minha boca como uma maldição. Quando cheguei ao ápice, foi como voar. Literalmente. Ele me ergueu mais alto, mais rápido, até que eu não soube mais onde terminava e ele começava.
Quando finalmente caímos de volta à realidade, ofegantes e suados, ele me segurou como se eu fosse o último pedaço de humanidade que lhe restava.
“Isso não pode acontecer de novo”, ele murmurou, mas seus beijos em meu ombro mentiam.
Sorri, passando os dedos por seus cabelos desgrenhados.
“Clark Kent sempre foi um péssimo mentiroso.”
Conto erótico enviado por Mariana S., 32, jornalista e apaixonada por heróis desde que aprendeu a ler.
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