
Conto erótico: Anora e a noite que queimou a pele

A primeira vez que vi Anora, ela estava encostada no balcão do bar, os dedos brincando com a borda do copo de uísque. A luz amarela da lâmpada desenhava sombras no decote do vestido preto, colado ao corpo como uma segunda pele.
Não era só a beleza que me prendeu. Era o jeito como seus lábios se moviam ao falar, lento, como se cada palavra fosse um segredo só para quem soubesse ouvir. Eu sabia.
Ela me olhou de canto de olho, um sorriso torto que prometeu mais do que qualquer conversa fiada. Não trocamos números. Não precisávamos. O ar entre nós já estava carregado daquilo que viria depois.
O apartamento dela cheirava a baunilha e algo mais, algo quente e selvagem. A porta mal havia fechado quando suas mãos estavam no meu peito, empurrando a camisa para cima. A pele dela era macia, mas os dedos, firmes. Não havia pressa, mas também não havia dúvida. Queríamos o mesmo.
— Você tem certeza? — perguntei, mesmo sabendo a resposta.
Anora não respondeu com palavras. Suas unhas arranharam minha nuca, puxando minha boca para a dela. O beijo foi quente, úmido, um convite para perder o controle. Sua língua deslizou entre meus lábios, explorando, dominando. Eu a segurei pela cintura, sentindo o calor do corpo dela através do tecido fino. Ela gemeu baixo, um som que vibrou direto na minha virilha.
— Não gosto de repetir — sussurrou contra minha boca, enquanto os dedos desciam, ágeis, desabotoando minha calça.
O quarto era escuro, só a claridade da rua filtrando pelas cortinas. Cada toque era intencional, cada suspiro, calculado. Ela se afastou só o suficiente para tirar o vestido, deixando-o cair no chão como um suspiro. Fiquei sem fôlego. Anora não usava nada por baixo. Sua pele brilhava sob a luz fraca, os seios cheios, os mamilos duros. Quando seus dedos envolveram meu sexo, já latejante, eu quase perdi o equilíbrio.
— Deixa eu te mostrar — murmurou, empurrando-me para a cama.
Conto erótico: A noite de Barbie e o arquiteto do desejoNão era só sexo. Era uma dança. Suas coxas apertaram minha cintura enquanto eu a explorava com a boca, saboreando cada centímetro, cada gemido abafado. Ela se arqueou quando minha língua encontrou o ponto certo, suas mãos enterradas nos meus cabelos, guiando, exigindo. O gosto dela era doce, intoxicante. Não conseguia parar.
— Agora — pediu, a voz rouca de desejo.
Não precisei de mais nada. Entrei nela devagar, sentindo-a se abrir, me envolver. Anora não era do tipo que esperava. Ela se moveu junto, encontrando meu ritmo, suas unhas cravando nas minhas costas. Cada investida era mais profunda, cada gemido, mais alto. O suor escorria entre nós, colando nossos corpos.
— Mais — exigiu, os olhos escuros fixos nos meus.
E eu dei. Até não aguentar mais. Até seus músculos se contraírem ao meu redor, até seu corpo tremer com o orgasmo. Só então me deixei ir, enterrando o rosto em seu pescoço, ofegante.
Depois, deitados entre lençóis revirados, ela traçou círculos no meu peito.
— Sabia que seria assim — disse, como se já tivesse me conhecido em outra vida.
Eu sorri. Sabia que não seria a última vez.
Conto erótico enviado por Lucas R.
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