
Conto erótico: O segredo do elevador

Era uma sexta-feira à noite, o prédio corporativo quase vazio, apenas as luzes de emergência piscavam nos corredores. Eu, Lucas, havia ficado até tarde para fechar um relatório urgente. O silêncio só era quebrado pelo barulho dos meus dedos no teclado e o zumbido distante do ar-condicionado. Até que o elevador parou no meu andar.
A porta se abriu, e lá estava ela: Clara, a estagiária de marketing, loira, pele clara e um sorriso que já me deixava sem fôlego há semanas. Vestia um vestido justíssimo, azul-marinho, que realçava cada curva do seu corpo. O tecido colado à pele revelava o contorno de um sutiã rendado, e a saia, alguns centímetros acima do joelho, deixava à mostra coxas firmes e bronzeadas.
— Você também trabalha até tarde? — perguntou, os lábios pintados de um vermelho escuro que contrastava com a inocência do seu olhar.
— Sempre tem algo para terminar — respondi, sentindo o calor subir pelo meu pescoço.
Ela entrou no elevador, e o espaço de repente ficou pequeno demais. O perfume dela, doce e cítrico, invadiu meus sentidos. Quando apertei o botão do térreo, seus dedos roçaram nos meus. Um toque acidental? Não importava. A tensão entre nós era tão espessa que dava para cortar com uma faca.
— Sabe, Lucas, acho que você precisa relaxar um pouco — sussurrou, encostando-se na parede de espelho. O reflexo dela me observava, os olhos semicerrados, os lábios entreabertos.
Meu corpo reagiu antes que eu pudesse pensar. Aproximei-me, devagar, como se ela fosse um animal selvagem prestes a fugir. Mas Clara não se moveu. Pelo contrário: arqueou as costas, pressionando o quadril contra a parede fria, enquanto eu deslizava a mão pela sua cintura, sentindo a respiração dela acelerar.
— E como você acha que eu deveria fazer isso? — perguntei, a voz rouca.
Ela não respondeu com palavras. Em vez disso, mordeu o lábio inferior e guiou minha mão até a sua coxa. A pele estava quente, macia. Subi devagar, sentindo os músculos dela se contraírem de antecipação. Quando meus dedos encontraram a borda da saia, ela soltou um gemido abafado.
— Aqui? — perguntei, mesmo sabendo a resposta.
Conto erótico: A máscara e o desejo— Ninguém vai nos ver — murmurou, enquanto eu empurrava o tecido para cima, revelando a calcinha de renda preta. Minha boca secou. O tecido já estava úmido.
Não resisti. Ajoelhei-me na frente dela, as mãos firmes nas suas coxas, abrindo-as com uma urgência que me surpreendeu. O cheiro dela — uma mistura de desejo e algo floral — me deixou tonto. Quando minha língua tocou o tecido, Clara arquejou, os dedos enterrados nos meus cabelos.
— Lucas… — o nome saiu como um suspiro, quase um pedido.
Com um movimento rápido, afastei a calcinha e mergulhei. Ela era ainda mais apertada do que eu imaginava, quente e úmida, os gemidos dela ecoando no elevador enquanto eu explorava cada centímetro com a língua. Clara tremia, as unhas arranhando o metal da parede, as pernas trêmulas.
— Porra, assim… não vou aguentar — ela sussurrou, a voz quebrada.
Levantei-me, os lábios brilhantes, e a beijei com força. Ela sentiu o gosto dela em mim e gemeu, mordendo meu lábio. Minhas mãos desceram até o zíper da minha calça, e em segundos, estava dentro dela, levantando-a contra a parede. Clara enlaçou as pernas na minha cintura, os saltos batendo nas minhas costas a cada investida.
— Mais… — ela implorou, as unhas cravando nos meus ombros.
O elevador parou no térreo com um ding agudo. Nós dois congelamos, ofegantes, os corpos colados. Clara riu, sem fôlego, enquanto eu a ajudava a ajustar o vestido.
— Acho que vou ter que fazer horas extras mais vezes — disse, passando os dedos pelos lábios inchados.
Saímos juntos, como se nada tivesse acontecido. Mas o sorriso que trocamos antes de nos separarmos dizia tudo.
Conto erótico: A máscara e o desejo
Conto erótico: O prazer proibido do escritórioConto erótico enviado por M. Rodrigues, 32, São Paulo.
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